Textos

JUDEU, POVO ERRANTE EM TODOS OS SENTIDOS —II—
JUDEU, POVO ERRANTE
EM TODOS OS SENTIDOS
              —II—

QUANDO vejo todos aqueles cardeais da igreja católica em salões lustrosos e portentosos no Vaticano, lembro as cenas do filme “O Encouraçado Potemkin”, de 1925, dirigido por Eisenstein, o qual assisti na cinemateca do MAM no RJ na década de setenta. Numa das sequências do filme estão os potentados donos de terras da Rússia czarista, os Boiardos, a Aristocracia, a Elite.  com suas panças imensas, seus abdomens cheios de órgãos internos empapuçados, volumosos, gordos, com tripas enormes e acumulações das gorduras, devido à gula, emoldurando com suas presenças, um salão de reunião festivo na então Rússia Soviética.

PERGUNTO-ME o que há de semelhante entre o aparecer de Cristo em salões suntuosos no Vaticano, e a realidade das narrativas evangélicas: a presença de Cristo nas pregações de rua, na Última Ceia, no Sermão da Montanha. Aqueles cardeais bem comidos, bem tratados, num ambiente que não se assemelha às ambiências frequentadas por Cristo e seus apóstolos. O que há na riqueza ostensiva do Vaticano que se assemelhe à pregação dos Evangelhos??? O que fazem aqueles cardeais, com seus quipás vermelhos ponteando em cabeça nos corpos bem nutridos, que mais parecem Boiardos, a Aristocracia, a Elite dos religiosos católicos, apostólicos, romanos.

NÃO HÁ NADA neles que se pareça com os Evangelhos de JC. Eles, cardeais e Vaticano, mais se parecem com os sacerdotes do Sinédrio, a mais alta corte religiosa e política do judaísmo sediada em Jerusalém. Eles representavam a Aristocracia, a Elite do Conselho junto aos anciões e escribas, com sua influência política na administração do Templo. O Sumo Sacerdote do Templo, uma representação do Papa, líder máximo Sinédrio, quero dizer, do Vaticano. A principal autoridade diante do Império Americano, quero dizer, diante do Império Romano.

O IMPÉRIO Americano e o Império Romano se equivalem. A decadência de um precede a decadência desse outro, dois mil anos depois. O presidente dos EUA se afirma um bárbaro que, sozinho, lidera a decadência das leis e da Constituição do Império Americano: invade países sob os pretextos mais malandros, infames, ordinários, quando todos sabem que quer tão somente se apossar das riquezas, reais e potenciais, dos territórios invadidos ou por invadir. Ele, o Trump Trambiqueiro, e demais presidentes predecessores. Todo Império é um dos lados da moeda do poder. O outro lado da moeda é a Verdade, a Palavra, o Verbo: o que um dia muito passado chamaram de Deus.

O POVO judeu inaugurou as narrativas históricas hollywoodianas. Seus historiadores tinham conhecimento dos mais vetustos Impérios que os antecederam enquanto “povo dos seus”. Povo centrado em suas tradições, em seu astuto grupo de Boiardos do Sinédrio. O convívio desse povo com outros povos imperiais, deu-lhes o know-how de um aprendizado de muitos séculos. O “povo encolhido” se encolheu na cultura religiosa das tradições étnicas transmitidas entre si a mais de quatro mil (4000) ânus.

OS RELATOS do Êxodo, dizem os arqueólogos, não afirmam evidências físicas de multidões sobrevivendo no deserto por quarenta anos. A dominação egípcia e a fuga pelo deserto  

A HISTÓRIA do povo judeu baseia-se em um conjunto de tradições étnicas — (costumes culturais, religiosos, saberes, crenças, rituais, pendores artísticos herdados, compartilhados pela mesma origem) — transmitidas há mais de 4.000 anos pela mesma cosmovisão. As práticas que orientavam a vida diária, a alimentação, os ritos de passagem e as celebrações anuais, a identidade e a ligação com sua história e crenças, teriam fornecido vestígios a Especialistas em Arqueologia, a exemplo de Israel Finkelstein.

A AUSÊNCIA de vestígios, o registro material muito escasso na Península do Sinai, indicam que não houve nela milhares ou milhões de pessoas em grandes acampamentos associados a quatro décadas no deserto. Não se pode, em sã consciência, confiar nas narrativas históricas do “povo encolhido” em suas resenhas e relatos negados por Arqueólogos e Historiadores, pela falta de evidências, tipo cerâmicas, restos de fogueiras, depósitos de lixo, área de abate de animais, poços escavados, depósitos de água que abasteceriam, supostamente, dois milhões de pessoas. Onde estão os vestígios que deveriam ser longevos, imperecíveis, resistentes???

A COMUJNIDADE acadêmica, egiptólogos, a arqueologia moderna, não encontraram evidências do Êxodo ou peregrinação de milhões de pessoas na Península do Sinai. Esta também é a opinião do famoso arqueólogo e egiptólogo Zahi Hawass e de Israel Finkelstein, professor de Arqueologia na Universidade de Telavive. A narrativa do “povo encolhido” é cientificamente considerada um mito disfuncional, ao invés de um real registro histórico.

DECIO GOODNEWS
Enviado por DECIO GOODNEWS em 21/05/2026
Alterado em 23/05/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários