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BODAS VINTAGE REPTILIANA\S (III)
AS CÂMARAS E AS MÚMIAS

A busca de equilíbrio e da “normalidade “, após o burnout PSI, a fadiga e o esgotamento físico profundo, provenientes da autoexigência de voltar à vida fora da exaustão emocional, devido ao descaminho de seus propósitos de vida, após a experiência traumática “névoa verde”, Daniela e Miguel ainda estão, após tanto tempo depois, a garimpar um caminho de harmonia, conexão e controle da própria vibração corporal. Ambos ainda não saíram de todo do trauma da pressão familiar e comunitária, de seus estranhamentos comportamentais. O fazer acontecer uma vida fora da exaustão pertinente ao esforço de equilibrar a percepção de ambos com o meio ambiente e seus estranhamentos incompreensíveis.

A tradução da palavra burnout seria combustão total, ou queima até o extremo. O termo burnout utilizado pela primeira vez em 1974, Herbert J. Freudenberger, falava ele sobre casos de esgotamento sofrido pelos profissionais da saúde. Hoje, denomina o transtorno gerado pelo cansaço excessivo e exaustão relacionados ao trabalho.

Para a neuropsicóloga e mestre em psicanálise Tatyana Azevedo, o burnout é composto de três elementos principais: exaustão, ceticismo e ineficácia. Refrete-se na irritabilidade, mudanças de humor, desmotivação, queda no desempenho e dificuldades de concentração.

Onde buscar apoio, se não há medicina ou terapeutas espirituais que possam integrá-los à normalidade das rotinas de vida dos demais seres humanos com os quais convivem??? De repente, não mais que de repente, lá estão eles numa experiência inusitada de bi locação. Estão a um só tempo na sala de jantar e em companhia de seres que se parecem com egípcios pertencentes a alguma dinastia faraônica há, talvez, mil anos antes de Cristo.

No momento seguinte, voltavam ao ambiente familiar, como se uma fenda no espaço tempo estivesse a conectá-los a ambientes e tempos diferentes. Miguelito sentia uma forte tendência a se sentir parte integrante de um povo “loser”, parte de um país que estava sendo pressionado a se sentir perdedor. A mentalidade perdida numa redoma existencial que os atraía à infantilização de uma realidade familiar e social que lutava inutilmente para se afirmar num estado de serendipidade, mas sempre Daniela estava sentindo-se pressionada a aceitar viver num estado miserável de dependência emocional, financeira, econômica, existencial.

Daniela vivia a sensação coletiva de pertencer a um povo pressionado a se sentir perdedor. Um povo que está a viver num estado de cinismo tipo "Zambelê", pássaro vaguear entre o céu e a terra. Seu ir e vir para cima e para baixo, direciona-se no além, nas profundezas, em voo despreocupado, diferente da experiência existencial humana de um povo sempre em estado de empobrecimento gradativo, política e economicamente bagunçado. Um povo ganho pelo cinismo de se sentir compensado de suas penúrias e indigências pela dança, pela música popular carnavalesca. Um povo que samba num mundo, mas está a se lamentar, simultaneamente, em outro. Num movimento de flutuação encantatória.

Miguelito e Daniela sentem uma profunda angústia, como se pertencessem a um rebanho de gado humano, num país impedido de crescer, por estar sendo coagido a aceitar a política econômica do tarifaço. Sentem-se traídos por seus próprios contemporâneos de uma Câmara de representantes de interesses alienígenas, de outro país que não seu próprio território de interesses. Sentem-se parte de um povo traído por seus representantes que não os representam. Sentem-se parte de um país premido a aceitar um metabolismo coletivo retardado, lento.

Daniela e Miguel estão a perceber um estado emocional perceptivo coletivo, como se fizessem parte de uma sociedade que acredita poder sair desse estado sonambúlico de estagnação mental, intelectual, simplesmente cantando e dançando, fazendo parte de auditórios de programas de tv. Um povo que aplaude de bufões risonhos, canta rolantes do entretenimento popular, tipo “o incrível Huck” e seus c\asais dançarinos de domingo. Um povo que se perdeu ao acreditar no mito “Bozo, o glorioso fantoche dos bilionários trambiqueiros”. Um povo que desistiu da tarefa, pessoal e coletiva, de se encontrar na busca do tempo perdido proustiano. Um tempo perdido que se perdeu e não mais pode recuperar-se na criação de uma nova mente. Um povo que mergulhou para valer no forró e na lambada. E se permitiu passivamente aceitar a navegação no Titanic social, cultural, sobre o mar revolto da corrupção parlamentar do DNA. irreversível.

Miguelito e Daniela se recusam a aceitar a condição familiar e social de casal sambalelê. Aquela experiência de radiação ionizante, da qual, involuntariamente, participaram em meio a um festival mórbido de estranhamentos, despertaram-nos para uma realidade, pessoal e social, até então apenas subterrânea. O casal se pergunta se o gado invasor da Praça dos Três Poderes não estava sendo parte de uma experiência com arma sônica. Arma que pode controlar multidões. Arma que pode cegar a visão social perceptiva de um povo, lançando-o em mãos de um mito defensor de militares torturadores e políticos, palacianos do “Gabinete do Ódio”, herança de cemitérios clandestinos da ditadura, uma extensão latino-americana da MAGA Patológica com sede na Casa Grande e Branca.

Daniela virou-se para Miguel afirmando:
— A religião, principalmente os evangélicos, se tornaram uma força que se organiza na política, e influencia a esfera de interesses de uma classe social e seus privilégios, ignorando a realidade de milhões, como se estivessem sob efeito de uma arma sônica que transcende a agenda privada, e se manifesta coletivamente, dirigindo as pessoas como se fossem parte de um rebanho de gado. A arma sônica influencia multidões na forma valores de conduta coletiva, e mobiliza grande parte da sociedade em direção à agenda política de uma familícia. A familícia Bozo.

Miguelito, aceitando a opinião da mulher, disse:
— A família Bozo, escorada nos interesses da extrema direita, comanda essas pessoas como se elas fossem uma milícia a serviço, não do país, mas de interesses delas. É como se estivessem sob efeito de uma droga que anula a vontade de pensar os interesses populares, enquanto sociedade eleitoral. E o povão desnorteado, simplesmente se permite levar pela onda do “efeito Apagão”. Apagão da consciência.
— Efeito que apaga a razão, disse Daniela, o raciocínio fica fraco, a força do “efeito manada” age sobre elas como se fossem gado preso num curral imenso, que anula a vontade de pensar, raciocinar, ponderar o voto conforme seus interesses. Nessa condição, aceitam ficar num estado patético, indiferente a suas legítimas solicitações. Como se estivessem sonâmbulas.
— Como se estivessem sob efeito de uma droga poderosa, tipo “Boa Noite Cinderela”, uma droga de anulação da vontade de pensar com suas próprias cabeças, de despertar de um sonambulismo coletivo que as põe sob a influência de políticos que só querem delas tirar proveito. Elas embarcam no plenário desse Titanic, e passam quatro anos sob a chibata de presidentes da Câmara, tipo Hugo Marmota, ou do Senado, sob efeito do Álcool, Alcolumbre. Legislando em causa própria. Miguel parou por um momento, e continuou:
— Força Matrix, a religião organiza a sociedade no que ela tem de mais vital: a influência manifesta na excitação da crença de supostos valores. Ela mobiliza as pessoas, quando se firma enquanto influência religiosa na política. A exemplo da votação que quase manteve o “mito do pinico” na presidência do “Gabinete do Ódio” na Praça dos Três Poderes no Planalto Congressual do país. Por muito pouco os brasileiros não ficaram em mãos de magnatas quatro estrelas e civis dedicados ao crime organizado do golpe.

Daniela lembrou-se do discurso do Físico teórico na última reunião do grupo, pós-evento “névoa-verde”:
— O viés cognitivo.
— Indivíduos em grupo adotam comportamentos, ignorando crenças, a atitude consciente, pessoal e coletiva suspensa. Sem noção crítica da situação fora de controle.
— Desconfio, repito, que a manada que invadiu e pilhou a sede dos poderes em Brasília, pode ter sido direcionada por uma arma acústica, algo como ondas sonoras, ultrassônicas. Armas que controlam multidões por tropas de policiais, ao emitir sons acima de 160 decibéis.  Aproveitando-se do gado pró-Bozo, naquela ocasião, pelo que é conhecido por policiais da\ inteligência enquanto “efeito manada”.

Miguel, como se apoiasse a ideia, disse:
— Nos EUA conhecido por “bandwagon” ou “efeito adesão”.
— Mentalidade de turba, seguimento “Maria vai com as outras”. Viés cognitivo que abrange uma grande quantidade de pessoas “em suspensão”, ignorantes provisórias de suas próprias crenças, sem análise crítica da situação: o oito de janeiro. Miguelito, voltando a falar:
— É tudo muito misturado. É uma espécie de Física da comunicação, da energia de radiação, propagação de efeitos de ondas eletromagnéticas de repasse, cabeça a cabeça na multidão. Daniela, após um momento de meditação, disse:
— Alguma coisa semelhante à experiência de radiação da “névoa verde”.
— Propagação de partículas de calor ou de frio. Radioatividade eletromagnética infiltrando-se em materiais mentais que interagem entre si.
— Absorvem, refletem, aquecem em seus impactos, organismos vivos, sementes, aquecimento térmico no interior da dona Cuca.
— Triboluminescência, apartou Miguel. Os perigos da radiação mental, como se ela tivesse força “ionizante” de mente para mentes, uma vez unida com o mesmo propósito. Cérebros coletivos comunicantes. Um povo dirigido pelos barões do “People Loser”, uma turba cantante, dançante, excitada, infantilizada. Um povo disperso, extraviado, desempossado em si mesmo, distante de seus melhores interesses que ele, povo, não sabe quais são. Um povo encantado, concentrado em entretenimento demencial Tv visível, programado por Hulk de auditório, jogatinas lotéricas, jornalismo atrelado às notícias sobre novelas repetitivas de dramatização tatibitate, afinidades incestuosas, e futebol, chuteiras de “comedores de “bola”.

Estariam Miguelito e Daniela, assim como as demais pessoas que estiveram na festividade de casamento, e vivenciaram um despertar para realidades as quais, até então não tinham acesso??? Até então, antes do evento “nevoeiro verde”, tinham permanecido num estado de semiconsciência zumbi??? A “névoa verde” teria atuado em certas áreas de seus cérebros, atuado em áreas que despertaram um estado mental neurobiológico fora do padrão comum da psicologia transpessoal???
— A consciência não está localizada numa área única, mas na integração da informática nas diversas áreas ou regiões interconectadas do cérebro.

Miguelito estava a interagir com as conexões motivacionais das falas de Daniela. Como se estivesse a meditar por alguns segundos, ele replicou, em continuidade de raciocínio:
— A informática do cérebro é um campo de pesquisa interdisciplinar. Ela se concentra no estudo dos mecanismos que subjazem ao sistema de processamento das informações concentradas que mantém alerta o cérebro: A conexão entre neurociência, ciência da computação, e análise e interpretação de dados. Dessa forma ele compreende suas funções essenciais, e cria percepções que inovam o pensar, a emoção, a memória, o raciocínio.
— Abrindo caminho para novos nichos de aprendizado, disse Daniela.
— Estamos vivendo, talvez, uma serendipidade. Algo valioso em nosso cérebro estava adormecido. A “névoa verde” nos proporcionou o achado. Estamos num processo alquímico de descobertas múltiplas de oportunidades. A força Matrix realiza o trabalho da energia que põe o cérebro em movimento, direcionando os pensamentos conforme a perplexidade provocada pelo despertar da consciência impulsionada pelo progresso do cérebro energizado. Ficamos motivados a “ações da vontade”.
— “Tio” Einstein dizia ser ela, a vontade, força motriz com poder de fazer o “vapor” mover a máquina mental. Fazê-la ganhar velocidade sobre os trilhos dos neurônios, das sinapses. A pressão move o pistão, a matriz do pensamento. A força PSI da criação. A força PSI da imaginação, provocou reações mentais inusitadas, no dizer de Miguel.
— Talvez a “névoa verde” tenha feito isto por nós: proporcionado o impulso que nos libertou do campo da inércia mental. Nos tornarmos observadores atentos da realidade, podemos dirigir nosso agir. Você vê, sente e age!!!
— Sei o que quer dizer, disse Miguelito, nosso inconsciente nos comanda, mas não nos desanda. Ele continuou a falar:
— O behaviorista observa o próprio comportamento, comportamento em si, sujeito a contingências ambientais. Ele valoriza o potencial humano, o processamento mental cognoscível. Estou começando a acreditar que, após o fenômeno “névoa verde”, nos tornamos mais racionais, com mais liberdade de escolha, conscientes de que podemos trabalhar a matriz da impulsividade, mais próximos ficamos da autorrealização. Não tangidos para um curral, como cabeças de gado.
— Podemos, de alguma forma, nos despertar. Responder a nós mesmos as perguntas que realmente nos interessa saber as respostas. O psiquismo agindo como se tivéssemos conversado com Jung, Freud, Lacan, Reich, Nietzsche, trocando ideias com eles, estando no mesmo estado mental de compreensão de seus ensinamentos. Livres para pensá-los.
— E pensar-se.
— Livres para nos pensar, complementou Daniela.
— “Miguel, Miguel, não tendes abelhas e vendes mel”, compreendi que tenho abelhas sim. Elas fazem mel em meus neurotransmissores e posso vender o produto de minha criatividade. Você, Dani, ganhou uma versatilidade mental que eu desconhecia que você um dia pudesse ter.
— Foi uma experiência traumática a “névoa verde”. Ainda não sabemos no que nos tornaremos na continuidade de nossos dias. Quais efeitos a longo prazo teremos de encarar. Talvez o “dia seguinte” ainda reserve coisas que não sabemos se poderemos nelas nos envolver:
— O que vamos ganhar, o que iremos perder é nossa permanência no astral da ancestralidade mórbida. Muita gente vai nos estranhar, nos ignorar, talvez até nos ameaçar. Miguelito replicou de pronto, como se já estivesse à espera do comentário:
— Há um provérbio que afirma: “Os cães ladram, a caravana passa”. Pessoas que se querem boas demais, que “se acham” cheias de esperteza, políticos corruptores que não respeitam seus eleitores, são, por vezes, mais insignificantes que os cães que ladram, enquanto a caravana passa.
— Mas quantos malefícios fazem enquanto estão na presidência dos poderes, agindo contra aqueles que deveriam representar, replicou Daniela:
— O funcionamento do cérebro e da inteligência humana baseia-se em processos bioelétricos, bioquímicos, envolvendo a comunicação entre neurônios através de sinais elétricos, a química do cérebro quer agir, mas não pode. Os Pavões Misteriosos são muitos, mas não podem voar. — Miguelito continuou a falar:
— Há decaimento da inteligência humana. Pesquisas recentes na Noruega, Dinamarca, Finlândia, Holanda e França documentaram reversão nas pontuações médias de “QI”, inferiores às da geração anterior. No Brasil não pode haver essa reversão, devido à inexistência dele, “QI” manifesto, desambiguado. O “QI” nacional se mede em ânus. Os pensamentos normalmente estão associados às conexões com o túnel da zona sul do tronco. Sem cabeça.
— O povo da Mula Sem Cabeça, completou Daniela.
— O túnel do tempo é o mesmo o do fiofó. A cultura dos orixás. É como diz aquela canção: “Você não me pega/você nem chega a me ver/Meu som te cega, careta, quem é você? /Que não sentiu o suingue de Henri Salvador/Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô.../Que não, que não, e nem disse que não/Que não se sentou no mesmo sanitário em que fiz cocô...”.
— “Quem não é recôncavo, nem pode ser reconvexo”. — Miguelito sorriu alto e a bom som. Acompanhado pelo doce e silencioso sorriso de Daniela.
— Ainda temos o cérebro associado à intimidade dos hominídeos das cavernas africanas, disse ela.
— Você quis dizer afrodescendentes, provocou ele. A cabeça de cima não possui condições de pensar por não ter cultura literária e de conhecimentos para tanto. E a cabeça de baixo se dirige, cabra cega, para o túnel do fiofó.

A inteligência brasileira, mito rara, está conectada diretamente aos “sertões de Guimarães Rosa.  Os processos bioelétricos e bioquímicos do cérebro não possuem magnitude que possa energizar os neurônios dos desprivilegiados em processamentos elétrico-químicos com conexão que não sejam com os gases das flatulências. Com o gás da corrida dos chutadores de “bolas”, os que despertam os impulsos mais primitivos nos gritos das galeras nas arquibancadas nos coliseus do futebol. Este é o modelo de povo aceito pelas “elites” da brasilidade com sede na Faria Lima e no Banco Master. E entidades financeiras quejandas.


A mente dela não processava as consequências do que estava a acontecer nos desdobramentos, pessoal e social, dos acontecimentos pós “nevoeiro verde”. Mas, os acontecimentos bizarros decorrentes das ocorrências da névoa no casamento de Miguelito, ela não poderia ignorar, mesmo que quisesse. Ela organizara a festa, a relação dos convidados, contratara uma empresa com mais de duas dezenas de vídeos e lives produzidas por especialistas.

Mas uma coisa a aborrecia e intrigava:
— Como é que a porra de um Cavalo possui toda essa autoridade e influência sobre mim??? Interrogava-se ela.  

Ela lembrou de peripécias do Cavalo Branco anteriores ao evento inexplicável da névoa. Ela considerou a memória sensorial de mais longo prazo. Ela, sua fixação na era antediluviana do aparecimento dos Nefilim. Ela, a toda poderosa empoderada responsável pela Secretaria de Cultura, pela gestão de escolas, faculdades e universidades nos governos da extrema direita da capital do Estado.  

Causava grande estranhamento nela, o fato de que, pessoas de memória longa, lembram, no máximo, de acontecimentos entre os três e os quatro anos de idade. Ela, caramba, pensou com soberba, tinha sonhos e pesadelos com os Nefilim. Ela, Aldenora, ambicionava na vida apenas satisfazer suas taras. Ela representava a burguesia perversa, a burguesia medrosa de que as pessoas saíssem de seu próprio sonambulismo, e despertassem para a defesa institucional de seus interesses. Ela odiava literatura, mas não perdia uma única festividade de fim de semana, promovidas pelos barões da droga em suas mansões nos bairros Alto de Pinheiros, Higienópolis, Vila Olimpia, Itaim Bibi, e mansões à beira-mar no litoral.


Ela, Aldenora, odiava literata, mas comandava os eventos culturais de escritores e demais artes da secretaria estadual de educação e cultura. Sempre defendeu, com sua fenda entrepernas, uma sociedade baseada na imoralidade. Uma sociedade na qual o Cavalo Branco, que, supostamente, atormentava seu psiquismo, pudesse ser seu companheiro de cama, seu marido psíquico, seu sodomiza dor íntimo. Ela lutava por uma sociedade dominada pelas Sinagogas de Hambúrgueres. Pelo satanismo da sociedade secreta que frequentava em reuniões periódicas no sótão de sua herdade, herda\da do latifúndio familiar.

Aldenora era um corpo e mente prisioneiras entre as seis paredes do Shabat. O Cavalo Branco era seu amante virtual. Insaciável, ela transava com gregos e troiânus. A internet havia transformado as relações pessoais e com isso trouxe novos cenários paras as relações conjugais. A rede. suas relações sigilosas, possibilitou relacionamentos extraconjugais virtuais, sem contato físico. Ela, expert nessas conexões aprendidas com suas percepções telepáticas, via Cavalo Branco.

A espiritualidade nefasta pode manifestar malefícios. Grano, mantinha a mente de Aldenora sob controle durante o ritual das velas. Chalá e vinho, reforçando a identidade especial, a continuidade cultural de seu povo mutuamente conectado pela sedução sodomita, muito anteriormente
à tragédia de Sodoma e demais cidades do Vale de Sidim.

O ritual sexual das sombras dos corpos projetadas na parede da alcova de Aldenora, quando recebia para fazer sexo, cada um de seus amantes.  Ao sexo seguia-se o consumo do maná divino, do pão enriquecido com ovos, tradicional na culinária judaica, consumido no repasto adocicado, o simbolismo religioso associado ao maná divino, o gosto do Challah pincelado com gergelim: o repasto incluía vinho.

A continuidade cultural da identidade secreta de um povo dominado e alimentado psiquicamente, por entidades que não têm compromisso com a moral sexual dos demais povos do mundo. Povo escolhido para conduzir a Terra ao Holocausto definitivo no Monte Har Megiddo, na Batalha do Grande Dia de Deus: o Dia do Armagedom.

Os mitos mórbidos do povo judeu, desde a antiguidade mais antiga, alimentados pelos heróis famosos antidiluviânus, os Nefilim. Mitos alimentada pelo medo. O alimento dos segredos íntimos, a espera mórbida da dominação da chegada de seu grande líder, do esperado Anticristo. Aldenora alimenta-se da escatologia especulativa. Ela se conforta em saber utilizar o poder de governar culturalmente a sociedade. O poder a ela concedido pelos arcontes. Pelos arcontes disfarçados em autoridades políticas, administrativas, na história secretamente dominada pelo interesse no enriquecimento ilícito dos que se disfarçam em representantes do povo.

Aldenora se acredita parte do plano social de dominação secreta da sociedade. Ela se refugia no plano secreto, conspiratório, manipulado por grupos do dinheiro antigo, poderosos arcontes que manipulam a cultura popular e se põem a cantar nos palcos sertanejos financiados pelo dinheiro público. A cultura da interpretação de textos da literatura, a cultura que desvenda a venda que mantém a sociedade ignorante e cega de seus direitos.

Ela se acredita uma deusa da conspiração que domina a mente, o Inconsciente Coletivo Político-Social, e mantém as almas na escuridão da ignorância de suas melhores possibilidades. Ela é parte do poder religioso que distrai o povo crente nos mitos apocalípticos, enquanto a sociedade é escravizada pelas teorias da conspiração.

Dessa forma, como podem as pessoas acessar a luz do conhecimento, se elas são, diariamente, programadas para se manter na escuridão mental iluminada da sala de jantar, promovida pelo entretenimento da sociedade sodomizada pelos interesses dos banqueiros, empresários e políticos associados à MAGA patológica??? Tá certo isso???


ACONTECIMENTOS ESPORTIVOS
ACONTECIMENTOS CARICATOS

Os jornais esportivos, os locutores de rádio, as emissoras de Tv, a imprensa internacional, a internet, através de áudios, vídeos divulgados pelas plataformas tipo YouTube, Instagram, TikTok, a Youtuber Carol Capel, editaram reportagens sobre os estranhos acontecimentos que estavam a ocorrer no Los Angeles Stadium na ocasião da Copa do Mundo de 2026.

Após o jogo final entre duas equipes das que mais se destacaram no campeonato, os espectadores não conseguiam sair das quatro linhas que limitam o verde do campo de futebol. Era difícil a todos a compreensão do porquê não conseguiam sair dos limites do campo. Nem os jogadores, nem as bandeirinhas, o juiz, nem tampouco os espectadores nas arquibancadas.

Ninguém sabia o que estava a acontecer nesse domingo, 19 de julho de 2026. Os vencedores dos jogos 101 e 102. Ninguém explicava a força que os mantinha no interior do Coliseu Los Angeles Stadium, após o término do jogo. Que força inquietante, controversa, invisível, ante lógica, uma força contra a natureza fundamental da existência, da realidade, da ciência conhecida, a impedir que as pessoas que estavam no interior do Stadium pudessem dele sair. Que ramo da Metafísica poderia explicar esse acontecimento inacreditável???

Que tipo de coisa era essa que o mundo todo compartilhava??? Que princípio interventor estava a interferir dessa forma com a realidade??? A que categoria pertence??? Que informação sobre o mundo esse acontecimento trazia??? Que trancas, que guardas, que muros, que paredes??? Que espécie de paralisia os impedia de pegarem seus carros, seus ônibus, suas motos e se dirigirem para suas residências. Seria uma sátira sagrada, surrealista, que prendia as pessoas partícipes desse evento.

Havia humor, ironia e sarcasmo a ridicularizar o evento bizarro nos jornais e revistas, as impressas, as radiofônicas e as Tv visíveis. Nos celulares pipocavam comentários a esse tipo de força que desnudava o curso dos acontecimentos em colapso de uma civilização dedicada ao entretenimento coletivo que reproduzia os berros, as expectativas ridículas de gol, a correria das chuteiras atrás do rola-rola das “bolas”.  

Os comentaristas dos magazines, das publicações periódicas, dos hebdomadários, os pasquins do humor reproduziam a condição humilhante pela qual passavam os atletas, os técnicos, as comissões técnicas, os locutores de rádio, os profissionais da tv que cobriam o grande evento com recordes mundiais de público, os espectadores das galeras, das cadeiras numeradas, das cabines de imprensa.

No sétimo dia após o jogo da decisão, o odor de cocô, do cocô depositado no gramado pelos jogadores que não podiam conter a vontade de defecar diante dos milhares de pessoas nas arquibancadas. As estruturas de degraus, entre as fileiras de assentos projetadas para acomodar grandes multidões, funcionavam enquanto áreas de defecação. A eliminação fisiológica de resíduos intestinais sólidos, líquidos e gasosos a partir do ânus, infestava o ar viciado do Coliseu de esportes do Los Angeles Stadium.

Os problemas de saneamento, de alto risco para a saúde pública, se acumulavam, gerando a possibilidade de outras infecções, que não as infecções gastrointestinais. Diarreia, hepatites, verminoses, leptospirose. A saúde pública anunciava a necessidade de internações. A possibilidade de mortes se intensificava. A contaminação por proximidade da falta de higienização e salubridade, aumentava.

O presidente dos EUA tinha os fraldões transbordando de matéria fecal. Um amontoado de sacos plásticos negros se amontoava nos corredores do Stadium. A situação do saneamento se agravava cada dia mais se tornando simplesmente insuportável.    

A falta de saneamento básico no Brasil gera graves problemas de saúde pública, destacando-se infecções gastrointestinais (diarreia), hepatite A verminoses, leptospirose e doenças vetoriais como dengue, Zika e Chikungunya. Essas condições, provocadas por água contaminada e esgoto a céu aberto, resultam em milhares de internações e mortes anuais, afetando principalmente crianças. Os banheiros eram evitados devido aos espaços restritos entre um e outro amontoado de fezes. A urina se espalhava no chão, dentro e fora dos sanitários.

A falta de destinação básica dos dejetos contaminava o solo, e os demais espaços do Stadium, o ar prenunciava contaminação por doenças aéreas transmissíveis. O mal odor afetava também o sistema nervoso das pessoas menos dotadas de autocontrole. Até pessoas que tinham dificuldade crônica de eliminar o conteúdo retal, soltavam o conteúdo intestinal com facilidade. O impacto ambiental só não era mais intenso, devido ao fator água, que ainda saía pelas torneiras. A síndrome da defecação obstruída, não mais impedia a eliminação do conteúdo intestinal.

O fanatismo dos torcedores havia desaparecido. A empáfia esconsa dos ídolos dos times não mais podia ser mantida. Era como se uma espécie de punição divina estivesse em curso. Uma jovem conversando com sua amiga lembrou de mencionar “O Anjo Exterminador” do filme de Buñuel.
— “Uma metáfora surrealista do colapso da civilização ocidental”, disse a amiga. A falta de moral confrontada com a pulsão irracional.
— Parece que estamos vivenciando o mesmo fenômeno, disse a outra. Esse aprisionamento não vai durar mais tempo, ou não viveremos para ver o final.

Carol Capel, uma Youtuber das mais prestigiadas, não parava de editar vídeos sobre esse acontecimento, obtendo grandes afluxos de comentários. Suas lives permitiam audiência instantânea de milhares de pessoas. Nos shows, bate-papos, vídeos gravados, demais eventos visualizados na internet, nos programas de informação jornalísticas da Tv, pipocavam informações, as mais diversificadas, sobre o que estava a acontecer no interior Los Angelis Stadium.
Autoridades governamentais, pessoas de importância política, legislativa e jurídica, todas passavam pelo vexame de estar compartilhando a convivência com os piores odores de merda e urina. Os cartolas dos clubes, os ídolos do esporte em geral, não apenas do futebol, todos mergulhados nos odores e dissabores de uma situação realmente inusitada, surpreendente, bizarra.
— Coisas assim só podem acontecer quando realmente estamos às vésperas do fim do mundo.  

O Stadium estava cercado de policiais do FBI, a polícia secreta, agentes do SNA, a representação policial local, os seguranças das autoridades, centenas de familiares de gente que permanecia por sete dias dentro das dependências do Coliseu de Los Angeles, líderes religiosos católicos, judeus, muçulmanos, intelectuais, personalidades importantes das profissões liberais. Não faltava gente importante de representatividade econômica, social, liberal. Chefes de estados, reitores de universidades, representantes das FFAA de diversos países... Todos expostos à condição humanas mais elementar.

A fragilidade humana exposta em sua condição mais intensificada. Os grandes e poderosos equiparados aos pequenos e desprovidos de poder político, econômico, social, se reconheciam entre si. As 15 horas do dia 27 de julho, algumas pessoas se dirigiam às saídas abertas do Coliseu Los Angeles e conseguiram sair. Imediatamente foram acompanhadas por outras e outras mais. Seguiram-se os demais prisioneiros do “Anjo Exterminador”. Maioria das pessoas pareciam não ter pressa.

Os serviços médicos e de enfermagem de hospitais e casas de saúde aproximaram-se das pessoas na tentativa de socorrê-las e prestar atendimento. Os seguranças não as impediam, apesar de terem cercado os locais próximos às saídas de fitas amarelas, marcando o isolamento da área, de se dirigirem às saídas do estádio. Estas, logo começaram a se inflacionar de gente se dirigindo às ruas, praças e avenidas adjacentes, em busca de socorro familiar, táxis, ambulâncias.

Helicópteros e drones que antes não conseguiam entrar nas dependências do Los Angeles Coliseu, agora pousavam na grama onde o jogo final do campeonato mundial tinha definido o campeão da Copa do Mundo 2026. O clima ainda era de apreensão. A chuva caía prenunciando a limpeza do local que estava sendo invadido por “custodians” e “janitores”, pessoal que cuida nos EUA, da limpeza e manutenção de locais públicos grandes e prédios, que limpam banheiros e trabalham na manutenção higiênica básica desses lugares. Em regime de urgência, foram convocados serviços públicos, tipo o Sanitation Worker e o Sanitation Engineer: os que trabalham na coleta de lixo e limpeza urbana.

As autoridades locais cuidavam para que, com urgência, a vida dos desportistas até então presos no local voltasse ao normal, assim como a vida das milhares de pessoas que compraram ingresso para assistir a final da Copa na região de Nova York e Nova Jersey. Todos ainda estavam sob a influência do trauma coletivo que assolou os corpos e as mentes, e que agora tinham acesso ao socorro das instituições de saúde locais.

O presidente dos Estados Unidos não parava de trocar fraldões após fraldões, cheios de cocô. Talvez estivesse tomado por um medo mórbido e assustador.
— A pré-hipertensão arterial do presidente se descontrolou, comentou uma enfermeira próxima a um grupo de curiosos. Aumentou demais.

O atendimento de urgência da maioria das pessoas, exigia assistência médica rápida para evitar que o quadro dos pacientes se agravasse. Havia risco imediato de morte para muitos deles. A espera para exames e avaliação de est ados graves de pacientes, antes de intervenções cirúrgicas, aumentou exponencialmente, a exemplo de fraturas sem hemorragia grave, febre alta. Dores abdominais agudas e cólicas renais, falta de ar moderada\ e crises de asma aumentaram de ocorrência. As sirenes soaram em grande quantidade nas ambulâncias a caminho dos hospitais.

Os jornais Tv visíveis pipocavam de reportagens e entrevistas com chutadores de bola, técnicos times, autoridades de várias instâncias da sociedade civil e militar. Debates entre pessoas de relevância política, econômica e social foram promovidos por emissoras de rádio, Tv e jornalismo radiofônico. As principais revistas semanais de notícias, Time, Newsweek, U. S. News & World Report, migraram rapidamente para os noticiosos digitais com depoimentos e entrevistas com professores com PhD (Doctor of Philosophy) e doutorado.

Miguelito e Daniela estavam de férias em Paris. Gostavam de caminhar por ruas onde a presença de cafés e bares provocavam neles um sentimento intenso de nostalgia, como se já estivessem visitados aqueles lugares que pela primeira vez estavam a caminhar na paisagem literária em que Woody Allen filmou, em 2011, “Meia-Noite em Paris”.

Não houve uma explicação plausível para os acontecimentos bizarros no Los Angeles Stadium. Mas o problema do mal-estar na civilização começou a despontar em inúmeros depoimentos nos programas Tv visíveis de entrevistas com autoridades acadêmicas de opinião credibilizada. Discussões sobre o futuro da humanidade em relação ao seu próprio futuro. Os malefícios que atingem a vida dos indivíduos contribuem, mesmo se forem ficcionais, para mostrar as aflições que estão na ordem do dia, que se mostram relevantes e revelam a condição humana e seus desdobramentos no mundo real, mesmo na leitura de textos ficcionais.  

A leitura do mundo pode e deve realizar-se a partir de contextos criados para a melhor compreensão fora das limitações na teoria e na prática de um mundo que pode parecer irreal. As limitações intrínsecas no contexto da realidade, podem ser visualizadas, se forem ressaltados os aspectos que se escondem nas aparências dos acontecimentos menos relevantes. Mas reais.

Na teoria de Freud lemos que a civilização é fundada na base de uma renúncia à satisfação pulsional. Mas essa constante repressão das pulsões é apenas aparente. Um jogo de futebol revela que elas, pulsões, estão sempre presentes. Basta um drible ou um gol, uma jogada de campo, para que os berros e os gritos fanáticos venham à tona. A agressiva mente das torcidas se hostiliza, ou se frustra, com energias pulsionais que se revelam quando um usuário de chuteiras acerta o gol adversário. Ele vira ídolo. Ele passa a representar o próprio torcedor que se vê nele e sente que realizou algo, através da euforia do chutador de “bola” que fez um gol.

A emoção contagiante faz a conexão ilusória no cérebro do jogador que é, naquele momento, também o torcedor que empatizou a conexão da experiência. Experiência que é de um e se alastra por toda a torcida pulsional de quem veste a camisa do time vencedor. Enquanto os que vestem a camisa do perdedor aguardam a oportunidade da revanche que virá, talvez, no próximo jogo entre eles. A renúncia pulsional se revela de uma forma outra que não a freudiana manifestação, ou comoção emotiva que, segundo Freud, funda a civilidade, a civilização.

Logo ali, bem próximo ao torce dor, está sua realidade escatológica. Ela se mostra a abranger a destinação final do homem, ela representa o sentido de sua busca por emoções que traduzam suas frustrações na descrição das funções excretoras. Cocô, xixi e gases podem, por sob o tapete das aparências, representar a cultura por detrás da emotiva idade traduzida pelo momento falsamente libertador das pulsões reprimidas: o grito, o rito do gol.

O gol, fator universal de libertação da repressão à qual é submetido o torce dor no seu conviver diário com suas neuroses, frustrações, ressentimentos concentrados no momento da excreção de seu cocô. O cocô que aparece quando ele, torce dor, toma consciência do que significa, na realidade de sua vida, a mera encenação expressa numa emoção fútil, trivial.

A emoção enquanto conexão que se traduz na banalidade do gol, na futilidade de um resultado esportivo corriqueiro, insignificante, que se perde quando ele sai do Coliseu dos Angeles com o resultado do ganho ou da perda de seu time. Sua camiseta não guarda nada mais, senão o entusiasmo pela vulgaridade, pelo pacto com as diabruras em campo. Em campo dos comedores de “bola”. “bola” dos rola-bostas.

Ele, torce dor, veste a camisa de um time de futebol, sai do Coliseu do futebol dos Anjos Caídos, portador da própria insignificância, qualquer que seja o resultado do jogo, favorável ou desfavorável ao time dos ““comedores de “bola””. A amenidade ordinária de uma cultura que não é a do Conhecimento, a cultura que é dos berros, das Sinagogas de Hambúrgueres, dos lavadores de dinheiro na bilheteria angelical do Coliseu da “bola”.

O pensamento irracional e a insensibilidade da cultura animal os fazem mergulhar na irracionalidade do berrador gogogogogol. Eles, suas mentes cheias, transbordando de forças pulsionais, impulsionadas pelo poder onipresente do Inconsciente Coletivo do Torcedor. Torcedor admirador dos que se socorrem nas chuteiras, correndo atrás de “bolas”.
DECIO GOODNEWS
Enviado por DECIO GOODNEWS em 21/02/2026
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