Textos

BODAS VINTAGE REPTILIANAS (II)
A CONTRIBUIÇÃO OCULTA DOS NEFILIM  

Os Caídos tinham em mente o nascimento dos Nefilim que eram, segundo Gênesis 6:4, homens de renome, com capacidade de raciocínio e comunicação. Seu poder destrutivo estava associado ao fato de serem filhos híbridos dos anjos caídos com as mulheres humanas. A união antinatural gerou descendência de comportamento violento e tirânico. Conhecimento, inteligência e gigantismo, foi a herança genética dos Caídos, seus pais. As perversões e a perversidade vieram do sentimento de superioridade para com os humanos, no mundo pré-diluviano que seria destruído pelo Dilúvio.

Em Gênesis 6:4 e Números 13:33 os Nefilim são mencionados enquanto gigantes, ou povo de grande estatura. Os textos bíblicos sugerem seres monstruosos nascidos dos “Vigilantes” com fêmeas da Terra. Os textos mencionam altura de cinco metros.

Eram muitas as intenções dos Caídos relativamente à interação deles com mulheres humanas. Nem eles mesmos sabiam qual desdobramento seria cravado na sequência dos acontecimentos. Seria a dominação planetária sob comando deles, seus filhos nascidos do contato bestial entre eles e as mulheres humanas??? Que resultaria na realidade subsequente??? A brutalidade e o tamanho dos gigantes não permitia confronto.

Abismar-se no corpo físico bem mais frágil, e no corpo astral dos seres humanos, teria consequências cada vez mais intensas, na estatura física e no psiquismo das fêmeas humanas. A bestial diferença das razões e proporções entre gigantes Nefilim e as diminutas mulheres humanas, só poderia provocar uma intensificação gradativa da maldade crescente, de uma corrupção cada vez mais intensa e generalizada. Práticas sexuais que corromperam, em grande intensidade, a sociedade humana pelos séculos e séculos. O uso de cosméticos pelas fêmeas humanas enquanto atrativo físico para as mais intensas e degeneradas relações de sexualidade deformada.

Após o Grande Dilúvio que tentou cravar um fim nessas relações de sexo bestial, as mulheres humanas remanescentes, ainda hoje buscam relações de prazer físico bestializado. A sodomia subsequente detonou a moral da espécie humana para sempre. O mundo teve muitas extinções após o GD, algumas dessas extinções narradas em livros bíblicos e em outros livros narrativos de estudo e reflexão sobre a teoria da criação e da decadência irreversível da espécie Homo sapiens.

A guerra entre tribos de hominídeos sempre existiu. As guerras subsequentes nunca acabaram. Ao contrário, à proporção que o tempo passa, as armas nucleares, e outras, vão ganhando um poder destrutivo cada vez mais intensificado pela loucura pulsional dos instintos primitivos dos seres que se querem definir humanos. O Mahabharata narra as hostilidades guerreiras entre grupos de parentes, irmãos, tios e primos, os Pandavas contra os Kauravas. Eles lutavam entre si de modo renhido pela dominação do reino da Índia. Ambos os grupos reivindicavam o “Dharma” ou condição justa, honesta e perfeita, que poderia pôr um fim na terra devastada da Guerra de Kurukshetra pelo direito ao trono do reino de Hastinapura, onde Krishna instruiu Arjuna sobre os deveres de retidão, lisura, decência e equidade.

Nos dias de hoje, milhares de anos depois, estão aí as guerras entre os russos invasores contra os ucranianos que defendem a soberania de seu território. No conflito narrado pelo Mahabharatha, a disputa principal era pelo trono de Hastinapura entre as duas famílias de parentes próximos. Os cinco irmãos Pandavas foram tidos pelo lado “luminoso” do conflito, enquanto os cem irmãos Kauravas foram tidos como sendo o lado “sombrio” dos interesses mais obscuros da disputa.

O guerreiro Arjuna lutava em defesa do “Dharma” contras seus próprios parentes. Ele detinha as razões de defesa da justiça, lealdade, moralidade defendidas pelo deus Krishna, do qual obtinha apoio e conselhos, conforme a narrativa do Bhagavad Gita. No conflito mencionado entre ucranianos e russos, o “Dharma” parece estar do lado da Ucrânia de Zelensky, país invadido por Putin e seus bilionários de estimação. Os territórios da Ucrânia, destroçados. Seus habitantes expulso de seus lares, migrando do território natal, lutando para manter a postura de dignidade que conseguiram. Simulando uma migração de pessoas sem aparência miserável, para que Putim aparecesse no noticiário como herói da Rússia expansionista.

Miguelito e Daniela lembravam silenciosamente da “névoa verde” manifesta na festa de casamento. Ela fazia soar em seus ouvidos, e visualizar diante de seus olhos, os sons sinistros das explosões de seus edifícios de apartamentos. A sonoridade monótona das bombas, em lugares próximos e distantes do mundo. A sonoridade dos explosivos dentro de seus apartamentos, acionados pelo controle remoto que traziam para a intimidade do sofá, os bombardeiros, os gritos de dor, o horror da população atingida, das famílias a fugir de seus apartamentos bombardeados, dos edifícios desmoronando. A Terra Devastada pelos poderosos psicopatas.

Disparos e tiros, explosões e bombardeios. A artilharia a prenunciar destruição massiva, as almas saindo dos corpos agonizantes, querendo agarrar-se aos corpos ainda com a vida que lhes restava. Metralhadoras, tanques e mísseis sibilantes, o ambiente de soldados, cabos, oficiais e civis feridos. Os gemidos de dor, bebês e crianças desesperadas, assustadas, agarrando-se, a se esconder entre braços, ombros e troncos de adultos que lhes pudessem socorrer.  

Aeronaves de guerra zumbindo, a sirene alerta dos ataques aéreos de drones bombardeando os ambientes anteriormente pacatos das famílias, helicópteros a rodopiar no ar, caindo e explodindo. A presença militar armada e opressiva. Os corpos abandonados nos campos de batalha, as toalhas de mesa do café da manhã banhadas com o sangue dos aflitos. As bombas Stuka alemãs apavorando e desmoralizando o inimigo forjado por interesses antigos. A audição amedrontada pelo sentimento de temor e medo, impotência, horror. A existência humana caminha e se arrasta e correr por sobre o território na Terra Ainda Mais Devastada.

A realidade macabra e sinistra das explosões, explosões previstas e imprevisíveis, a violenta dilaceração dos corpos, a onipresença da ameaça de agressão. Padecimento. Tortura. Agonia. Aflição. Sofrimento. A soberania dos povos ignorada, ameaçada por um psicopata que se acha imperador do mundo.  Os pedaços de carne se ausentando morbidamente dos corpos. O ambiente caótico multiplicando traumas. Explosões. Estrondos. Os familiares pacatos de Macondo abraçando os familiares da família Buendia. Desde os tempos imemoriais das guerras, os habitantes interestelares que se atacam ainda hoje, após Mil Anos de Solidão.

A Terra dos deuses amaldiçoados por gerações de inveja, traições. Conflitos internos sendo lançados por sobre os demais seres tornados inimigos na batalha de dezoito dias que envolveu os reinos na Índia antiga. Milhares de cadáveres de ambos os lados. Fetos saindo sangrando das barrigas e vaginas das mulheres grávidas sem atendimento médico, hospitalar. A vitória dos Pandavas. A alegoria imoral da guerra, do dever de se matar mutuamente em nome do bem e do mal. A parte justa que quer culminar na vitória do reino invasor: A Rússia, atual do conflito que se desenvolve há milênios. Invasores de territórios fronteiriços, Famílias migrando, amor-próprio sangrando.

O Bhagavad Gita, A Sublime Canção do Senhor do Horror, a Bíblia do Hinduísmo. A natureza devota da alma que se encarna por uma eternidade na luta contra seres, entes, irmãos, parentes. A produção incansável de inimizades. Qual ação correta, que “Dharma” pode haver a considerar os resultados da virulência??? Que ação justa pode ser reivindicada pelo lado vencedor, se há apenas predadores na luta renhida: horror versus horror.

Daniela e Miguel apuram os ouvidos para ouvir a canção e a devoção do Senhor. Mas a natureza da alma do mundo grita, não à ação correta do karma. Não aos discursos dos heróis e comandantes do Senhor dos exércitos. As palavras adornadas de Krishna a Arjuna, a lutar contra seus próprios familiares na batalha de Kurukshetra ou Batalha dos Dez Reis, descrita no livro Rigveda. Quais são os heróis atuais, os Káuravas e os Pândavas que lutam pelo trono da Rússia na Ucrânia??? Ou os EUA que explodem barcos e seus nautas a queimar, seus corpos feitos em pedaços, incendiados devido a explosões alegadas, sem provas, de que traficavam drogas para o sagrado território da MAGA Patológica. A MAGA patológica defendida pelo presidente pato lógico dos Estados Unidos.

Quem são, na atualidade, os Pândavas!!! Quem são os Káuravas!!!

Quem são os Káuravas, quem são os Pândavas, na guerra do Bozo contra as pessoas agonizando por falta de vacinas e de oxigênio na pandemia de Covid-19??? Quem são os Pândavas, quem são os Káuravas no massacre da polícia do governador do Rio de Janeiro contra o outro lado do crime organizado. Organizado por eles mesmos. A falta de assistência política, econômica e social do Estado àquelas pessoas sem alternativas outras que não o horror miliciano do crime organizado. Os Barões das drogas continuam em seus apartamentos, bebendo whisky importado, cafungando a coca mais pura fabricada nos nichos da selva colombiana. Seus filhinhos bebendo Coca-Cola de frente para as ondas do mar do Leblon, Ipanema, Lagoa, São Conrado, da Barra, da orla ondulada, indultada, de Copacabana.

Onde o tempo para o autoconhecimento??? O tempo de vencer as influências passadas. Como moldar novas crenças e padrões de construção de uma identidade futura, saudável??? Onde o tempo para a criação de uma nova reflexão??? O tempo de sair fora da expectativa herdada. De sair da origem interestelar dos traumas. Sair dos padrões recorrentes dos deuses pederastas da Matrix familiar, da pátria prisioneira de uma liberdade falsificada. Onde a terapia da constelação familiar dos sodomitas das religiões evangélicas demenCIAis??? Que perspectivas outras, diversas, estão à vista???

Onde estão os primeiros passos da nova jornada??? Onde o crescimento pessoal não contaminado por um caminho ainda não lesado. Onde o caminho ainda não minado pela mentira e pela submissão???  Como e onde poderia haver juventude nessa redoma de agruras políticas, sociais e econômicas??? Quando as novas habilidades cognitivas da inteligência natural ou artificial poderão se manifestar? Onde estão os jovens que povoarão as praias do livre pensar. Quando os cientistas divulgarão a mensagem da nave interestelar???

Onde está a lógica matemática de uma linguística fora do comércio de cosméticos, e do talento musical dos rapazes das bandas de rock, que de há muito, muito tempo, caducaram, mas continuam sendo aplaudidos com entusiasmo pelas mandalas de um gado fanatizado a mugir mexericos na sala de jantar. O gado paralisado frente as mulheres, a lutar, renhidas, espalhando batom nos lábios, a inundar o rosto, os seios, a bunda de Botox. Espelhando intrigas nos enredos das novelas. Empalhando suas almas interesseiras, carpideiras, na sala decadente do Jardim das Cerejeiras da sala de jantar.

— O Horror, pronunciou-se Miguelito.
— O Horror, repetiu baixinho Daniela.

Onde estão os jovens agentes disruptivos que desafiarão o status quo, a romper com os padrões tradicionais dos comestíveis super, dos supermercados??? Onde estarão neste momento, os agentes da mudança que transformará o mercado das Bolsas, das ruas, dos shoppings, dos filmes, de novelas das Mariazinha, Sinhazinhas, das Capitu, das noivinhas dos Brucutus???

Lá está na sala de jantar as políticas das donas de casa, das receitas deliciosas de cocô, das confeiteiras, das beatas dos templos evangélicos sem nexo, com suas comidas, doces e salgadinhos em oferta. Oferta do mais fundo de dentro de suas cabeças obsoletas, com suas vovozinhas infantilizadas muito anteriormente ao advento do Alzheimer.

Amedrontadas vovós, pânicas, na Terra das filhas da mãe de Deus e do Diabo na Terra Solaris. Kris Kelvin volta à ilha da infância simulada pelo planeta oceânico. Não há fuga para o passado. O que há é o passado vivenciado no presente. O espaço interestelar é uma saída introspectiva. Uma jornada ao interior de sua própria psique: Identidade, analogia e similaridade.

A ilusão materializada das memórias. A realidade dos desejos mais intensos. Confrontada ação de culpas, a sociedade milenar do psiquismo dedicado à penitência, à Metanoia, ao remorso. A vastidão do desconhecido. O loop emocional. A queda no limite do conhecimento humano. Não há volta para casa. Não há casa na volta. Há somente representações. Reflexos no espelho do outro. Do Outro menor de dentro da sala de jantar lacaniana.


A estrutura simbólica da linguagem, a cultura e as leis sociais que moldam o sujeito, são o "tesouro dos significantes" ao qual o indivíduo se submete para dotar o inconsciente de sua identidade, diferente do "pequeno outro" que é outro semelhante imaginário com quem estabelecemos relações de espelhamento, no dia a dia cotidiano da construção cênica de um espaço domesticado por personagens de novelas, ou chutadores de “bolas”.

Que te resta, senão tentar te ninar nos braços do si mesmo??? Mas, onde estão as novas canções de ninar dos filhos influenciados pela IA???A criança que é você precisa de um pai. Seus filhos precisam de um pai. Precisam de uma mãe maternal criada por uma inteligência artificial, que jamais há de se encontrar, porque ela não existe.  

Daniela e Miguel passeavam pelas paisagens de um psiquismo despertado pela passagem no portal aberto pela “névoa verde”. Mantinham-se na interioridade intimista de uma racionalidade divertida. Esta, contrariava a dedicação que seus conterrâneos mantinham pela canalização psicótica por orgasmos, no leito pernicioso do  

A conexão PSI do sujeito com a sala lacaniana de jantar cria nela uma peça de teatro na qual ele, sujeito aparente da sala de jantar, é o diretor, o ator e o cenógrafo a aceitar com passividade essas influências que se cristalizaram no Inconsciente Pessoal Cultural dele, sujeito, na forma de dor. Dor enquanto emoção negativa, profunda, irreversível. Dor enquanto estresse crônico, que só é possível processar no corpo, na mente, na alma, como se fosse um cristal que encontrou seu nicho definitivo, estável. Uma paralisia. Uma calmaria oceânica do psiquismo.

O orgasmo físico superado pelo orgasmo da percepção de estar no infinito interestelar, usufruindo de seus conhecimentos. Comparado ambos, a criatividade, do autoconhecimento manifesto se torna uma conexão espiritual insuperável.

— A mente atinge um transe semiconsciente, uma energia vibracional que nos expulsa do Mal-Estar na Cultura, no dizer de Miguelito.
— A vivência de se sentir além dos limites perceptíveis da fronteira que separa o indivíduo do sentimento oceânico, interestelar que abraça o mundo da natureza mística. Religião e ciência unificadas no Ego primitivo. Este, emerge e se revela no continuum do tempo.
— A sensação remota da imersão no sagrado manifesto, o casal disse essas palavras em sincronicidade de pronúncia. Surpreenderam-se. O estado alterado de consciência, a somatização da emoção racionalizada sincronizou-se no mesmo acontecer perceptivo.
— “No mind” é o que experimentamos. A morte do ego. A sensação de unidade. Foi incrível, disse Daniela.
— Maneira surpreendente de se conectar com o mundo. Universal, — pontuou, com ênfase, Miguel.

    
Quanta emoção ao descobrir o continente imenso das próprias imperfeições. É uma ilusão o fato de que cravamos a certeza de que somos seres antropogênicos. Quantas milhares de ilusões a vencer. Quanto trabalho ao materializar as memórias e desejos de pessoas idas, falecidas, às quais servimos de avatares. A meditação mediada nas raízes da árvore do DNA, arrancadas com as mãos cheias do sangue do Coração do Cordeiro. A simulação do amor é o que nos resta na simbologia gerida por Andrei Tarkovski no filme Solaris.

Os corpos, ainda que no espaço longínquo, interestelar, estão imersos no tempo dos quitutes da vovó, na flatulência divertida, envergonhada, do vovô: todos birutas frequentando os mesmos odores da sociedade secreta familiar. Atordoados, zonzos, enredados na própria mentalidade patética do tempo, no Templo do Rei Salomão e seus sabujos.

Grano, o Cavalo Branco, em conexão com a mente de Aldenora, agregou:  

— Oh servis puxa-sacos, comerciários de drogas religiosas, subterrâneas, ocultas na manga dos paletós ou no bolso do canguru de passo retroativo do Aprendiz, do Companheiro, do Mestre. Todos os símbolos de adornos nos ritos dos graus sem gradação. Não são agentes da honra, da honestidade, do que há de puro no trabalho pessoal, alquímico. São empulhações empalhadas pela hipocrisia, pela nostalgia de um Templo e sua Arca da Aliança na festa comemorativa do casamento.

Miguelito olhou em direção ao firmamento. Certo que não veria os agentes, nautas que atravessavam velozmente o espaço-tempo interestelar na nave 3IAtlas. Vindos de Orion, das Plêiades, de Andrômeda??? De quantos milhões ânus luz, interrogou-se ele. De lá virá a nova expectativa perceptiva, filosófica, científica, existencial. As novas equações dos futuros Einstein. — Daniela lhe perguntou:

— Que tipo de corpos físicos e sutis estão a atravessar os sistemas planetários de estrelas e sistemas Solaris, que não se familiarizaram com câmaras da rede Globo, e quejandas. Que modelo de seres existem em outros campos dimensionais que não este, no qual atuamos. Péssimos atores somos. Que tipo de poder comanda esta realidade simbólica, real e aparente, em que o teatro da existência humana se desdobra, quase de maneira totalmente inconsciente. Que modelo de sonambulismo oculto fez com que 58 milhões de eleitores votarem num sujeito sub-humano, de percepção demencial, conhecido por Messias Bolsonaro???

Miguelito não consegue sair da nuvem mental, do Inconsciente Coletivo Interestelar. Teria ele saltado para dentro de outra dimensão no evento “névoa verde”??? Sua mente está pavimentada por outras locações que nem ele mesmo sabe, nem desconfia qual sejam. A proximidade desses Ets vindos não se sabe de onde, talvez venha com ela uma espiritualidade diversa da que se conhece nos dias de hoje.

A matéria é mais maleável do que acreditam os cientistas quânticos. As pesquisas, está a pensar Miguelito, com o Grande Colisor de Hádrons descobriu dezenas de novas partículas “criadas” por quarks. Certamente os nautas do 3IAtlas, se existem, sabem mais sobre elas do que a ciência dos peraltas da NASA e quejandas agências.

Daniela, ao memorizar o evento exótico da festa de casamento, “a névoa verde”, vê em sua tela mental, pessoas que ficaram invisíveis, alguns de seus corpos penetraram a lataria dos carros ao se dirigirem para dentro deles.

Nos experimentos do LHCb (Large Hadron Collider beauty), encontraram dezenas de novas combinações de quarks (tetraquarks e pentaquarks) ampliando a compreensão de como a força forte se liga à matéria. Nem má, nem boa. Simplesmente à matéria. Ele, Daniela, se pergunta de si para consigo mesma:

— Quem explicar a ciência contida naqueles acontecimentos por ocasião do “green fog”??? Quem, entre os cientistas terráqueos, compreende aquelas transformações estranhas, antinaturais, anômalas, da matéria permeada pelo nevoeiro verde??? Não há ciência na Terra que traduza em linguagem acessível, popular, aqueles fenômenos.

— Por que o Big-Bang não criou quantidades iguais de matéria e antimatéria??? Interrogou-se Miguelito. Como explicar a predominância da matéria sobre a antimatéria nos fenômenos do universo modelo padrão???

As leis da Física continuam as mesmas se uma partícula for substituída por uma antipartícula???

— Esses fenômenos só podem ser compreendidos, continuou ele raciocinando, enquanto elos de uma cadeia de processos que se consumam na finalidade da consciência humana.

Daniela estava longe de Miguel, a segurar as rédeas do Cavalo Branco. Este, mantinha a velocidade de trote em direção aos confins da fazenda numa área de mata atlântica. Ela e ele estavam desenvolvendo a consciência de uma conexão telepática.

“Este fenômeno, raciocinou ela, é uma extensão do observador humano, da consciência íntima que têm um do outro. Transcorre no mundo do infinitamente miúdo, do extraordinariamente pequeno. Partículas que migram de um para outro cérebro, e são absorvidas pelo espelho mágico da hipófise, a glândula mestra”.

Miguelito teve, naquele momento, um insight:

— “A Teoria do Campo Unificado”, disse ele de improviso. A “Experiência de Filadélfia”, até hoje negada pela marinha americana. O governo americano é um negacionista patológico de eventos reais, mas que foram vistos por civis e militares em depoimentos sobre eles. Civis e militares que trabalham em áreas restritas da pesquisa de tecnologia reversa.

— Eles negam tudo todo tempo. Até que não consigam mais negar, devido
às evidências que se acumulam sobre determinado conteúdo por eles tornado proibitivo, negado.  

— São negacionistas patológicos. Querem as revelações do mundo só para eles. Dessa forma escravizam as mentes tornando-as menores que as deles. E dizem, em próprio favor, que não estão preparados. Negando-lhes o saber.

— Proibidas de crescer por faltar-lhes saber. Os governos os guarda na gaveta da escrivaninha burocrática, parvos, boçais, malcriados, enquanto defendem seus interesses ególatras. Os mantêm desesperadamente carentes de chegar ser capaz de caminhar até o próximo degrau. A palavra degrau, dita por Daniela, despertou a memória poética de Miguelito. Ele, fã do autor Hermann Hess, recitou, numa tonalidade bem intimista a poesia “Degrau” do autor alemão de “Viagem Ao País Da Manhã”:

Assim como as flores murcham/A juventude cede à velhice/Nos degraus da vida/A sabedoria e a virtude, a seu tempo/Florescem, não duram eternamente. — A cada apelo da vida o coração/Despede-se e começa de novo/Para, com coragem, sem lágrimas/Dar-se a outras novas uniões. — Todo começo é um encanto/Nos protege e ajuda a viver/Serenos passo após passo/Espaço após espaço/Livres da argola do lar/Coerentes com o elo do Tempo/No Tempo, espírito do mundo/Degrau a degrau nos sublevamos. — Habituamo-nos à vida/Sob a ameaça do torpor/Só aquele que está pronto a partir/Furtar-se-á à paralisia dos hábitos/Talvez também à hora da morte/Nos lances jovens, novos sítios/O apelo da vida jamais tem fim/Coração, despede-te e cura-te.

Miguel recriou os versos de memória, ainda que não literalmente, o sentido e o sentimento do mundo expressaram-se com ele. Através dele.
DECIO GOODNEWS
Enviado por DECIO GOODNEWS em 19/01/2026
Alterado em 20/01/2026
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