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A TERRA SERPENS (SECRET SERVICE) — IV—
A TERRA SERPENS
(SECRET SERVICE)
            — IV—

“Não há nada bom nem mau, a não ser estas duas coisas: a sabedoria que é um bem e a ignorância que é um mal. A consciência é o melhor livro de moral e o que menos se consulta. Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância.” (PLATÃO)

A Ciência terrenal não tem acesso aos “buracos de minhoca” do espaço sideral. Os “buracos de vermes”, talvez seja uma denominação mais apropriada aos astronautas que viajam em velocidades além da celeridade da luz e aterrissam em outros planetas, de outros sistemas solares, com o objetivo de sair do aprisionamento gravitacional de seus planetas de origem.

Querem levar até outras terras planetárias a colonização delas por seus saberes, dividindo com seus habitantes os conhecimentos do torrão natal, com ou sem Papai-Noel. Ou talvez desejem ampliar suas fronteiras, motivados pelo interesse em explorar as “terras raras”, desconhecidas, longínquas. Astronautas São os Cristóvão Colombo da era espacial.  

Estamos, os terráqueos, aprisionados ao nosso sistema solar. Somos almas humanas presas na gravidade da ignorância e no sofrimento. Habitamos os planetas dos leões inferiores, que impedem às almas do conhecimento da luz. Vivemos longe de verdades que nos foram negadas por forças que criam a ilusão da manipulação da realidade ilusória em que vivemos.

Nossos criadores, os deuses menores, os deuses arcontes, regidos por Yaweh ou YHWH, mantêm em transe estático o Inconsciente Coletivo do Planeta Terra. Ele e os demais outros deuses que colonizaram este planeta, uns mais, outros menos diretamente, foram expostos a nosso conhecimento através da descoberta de 13 livros ou códices, com mais de cinquenta papiros preservados em couro, datados dos séculos II, III e IV d. C. Evangelhos Gnósticos na Biblioteca de Nague Hammadi, em 1945, no Egito.

Juntos aos Evangelhos Gnósticos foram encontrados trechos do livro “A República”, de Platão. Os textos bíblicos não correspondem à visão dos Evangelhos Canônicos. Estes, revelam conhecimentos secretos sobre sabedoria na fé (Pistis Sofia, Gnose) enquanto caminho do real conhecimento, em vez da fé por si mesma. O saber sobre a jornada da alma e a parceria desta com o “sagrado feminino”, suprimido da Igreja Católica ao longo dos séculos.

A cosmologia gnóstica inclui Maria Madalena em Seu drama espiritual. No drama de Sua existência. MM causava grande incomodo nos demais apóstolos. Ela mostrava ter a mais alta compreensão espiritual dos ensinamentos de JC, dos princípios éticos, morais e espirituais, com ênfase no amor ágape: incondicional e altruísta. Ao falar dos éons e arcontes JC afirmava que os primeiros eram seres divinos, emanações do supremo incognoscível. Pertenciam à natureza do Absoluto: do ideal e perfeito.

Os éons (idade, tempo vida) pertencem ao Pleroma, à plenitude que não pode ser alcançada no mundo material. São os intermediários entre a divindade primeira e o universo físico. São seres manifestos de luz, não têm corpo, são espirituais, apenas. JC e o espírito dos santos, a parte fluida, livre, treinada e hábil na maestria do conhecimento da alma e de seus nichos astrais.        

A mera materialidade é o campo magnético que atrai e trai os corpos físicos magnetizados pela gravidade deles. Qualquer corpo atrai outro, ou por ele sente repulsa. Todo corpo tem uma central gravitacional, o centro de massa, onde o corpo atrai o outro pela Lei da Gravitação Universal de Newton, proporcional ao produto de suas massas. Quanto maior a massa, maior a força de atração.

A central gravitacional do corpo humano é o osso sacro, quando a pessoa está em pé, em posição anatômica fundamental, base da coluna vertebral, conectando-o à pelve. Encaixa-se entre os dois ossos do quadril, ílio, forma a parte posterior do anel pélvico via articulações sacrilíacas.

Em sentido figurado ou conotativo, a libido funciona enquanto chave mestra gravitacional do corpo na base da coluna. No sentido literal ou retórico da linguagem, a libido, por força de expressão, utiliza-se, não poucas vezes, da expressividade em sentido figurado, enquanto força de persuasão ou expressão, ao sugerir uma interpretação outra, ao sentido literal (denotativo) do que se quer dizer ou está aqui sendo dito.

A retórica, arte de argumentar, possui a força de persuadir ao utilizar com precisão recursos conhecidos como sendo figuras de linguagem. Ou figuras de retórica. Neste contexto, o centro de gravidade do corpo é também o lugar onde a libido se manifesta. Na biologia e na medicina libido é menção ao impulso sexual, parte central da saúde física e mental, mas não é, realmente, o centro físico da gravidade do corpo. Fatores biológicos hormonais e circuitos cerebrais, psicológicos e sociais são fatores determinantes.

Na teoria psicanalítica de “tio” Freud, é concernente à  energia PSI vital que motiva e impulsiona a vida do indivíduo, seus relacionamentos, a autopreservação, a criação, o gosto e o entusiasmo pela vida.  A libido na psicanálise não se restringe apenas ao sexo. Ainda neste sentido psicanalítico de energia vital ou motor do desejo, não significa que seja a central gravitacional do corpo humano.
DECIO GOODNEWS
Enviado por DECIO GOODNEWS em 24/12/2025
Alterado em 24/12/2025
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