CARPAS DO ATLAS (KOINOBORI)
CARPAS DO ATLAS
(KOINOBORI)
Que mundo esse
Nenhum deles vive
Nenhum deles cresce
Nenhum percebe
Estar sem vida verve
Matriz da mesma Matrix
Realidades se deslocam
De um lugar para outros
A percepção muda secou
Olhos que já nada veem
O olho deste planeta ñ vê
Respiram, mas não aspiram
Olhos abertos enxergam?
O quê? Simulam mover-se
Viver lhes escapa. No sonar
Respiram sem aspirar. O ar
Quem lhes dá ouvido
Quem ouve o que quer
Como patos, só ruídos
Qués, qués, qués, qués
Quem traduz dos bicos
Suas falas, eles trazem
Na viagem suas malas
Silenciam ecos de Valhalla
Balbuciam oráculos frente
O muro das lamentações
Usam broches nas lapelas
Migraram todos de Capela
Boiam as almas no mar morto
Onde só há sal e água pesada
Desse lugar espíritos migram
Absorveram a necrópole
De dentro de si mesma
Gritos afros aflitos medos
Continuam reproduzindo
Na Câmara, os micos mudos
Seus tristes enredos turvos
Sem essência as carpas
Elas tê3m almas no mar
Interestelar.
DECIO GOODNEWS
Enviado por DECIO GOODNEWS em 10/12/2025
Alterado em 11/12/2025
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