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AS CÂMARAS E AS MÚMIAS
AS CÂMARAS E AS MÚMIAS

A busca de equilíbrio e da “normalidade “, após o burnout PSI, a fadiga e o esgotamento físico profundo, provenientes da autoexigência de voltar à vida fora da exaustão emocional, devido ao descaminho de seus propósitos de vida, após a experiência traumática “névoa verde” Daniela e Miguel ainda estão, após tanto tempo depois, a garimpar um caminho de harmonia, conexão e controle da própria vibração corporal. Ambos ainda não saíram de todo do trauma da pressão familiar e comunitária, de seus estranhamentos comportamentais. O fazer acontecer uma vida fora da exaustão pertinente ao esforço de equilibrar a percepção de ambos com o meio ambiente e seus estranhamentos incompreensíveis.

Onde buscar apoio, se não há medicina ou terapeutas espirituais que possam integrá-los à normalidade das rotinas de vida dos demais seres com os quais convivem??? De repente, não mais que de repente4, lá estão eles numa experiência inusitada de bi locação. Estão a um só tempo na sala de jantar e em companhia de seres que se parecem com egípcios pertencentes à alguma dinastia faraônica há, talvez, mil anos antes de Cristo.

No momento seguinte, voltavam ao ambiente familiar, como se uma fenda no espaço tempo estivesse a conectá-los a ambientes e tempos diferentes. Miguelito sentia uma forte tendência a se sentir parte integrante de um povo “loser”, parte de um país que estava sendo pressionado a se sentir perdedor. A mentalidade perdida numa redoma existencial que os atraía à infantilização de uma realidade familiar e social que lutava inutilmente para se afirmar num estado de serendipidade, mas sempre estava sendo pressionada a aceitar viver num estado miserável de dependência emocional, financeira, econômica, existencial.

Daniela vivia a sensação coletiva de pertencer a um povo pressionado a se sentir perdedor. Um povo que está a viver num estado de cinismo tipo "Sambalelê". Um povo sempre em estado de empobrecimento gradativo, política e economicamente bagunçado. Um povo ganho pelo cinismo de se sentir compensado pela dança e pela música popular. Um povo que samba num mundo, mas está a se lamentar, simultaneamente, em outro.

Miguelito e Daniela sentem uma profunda angústia, como se pertencessem a um rebanho de gado humano, num país impedido de crescer, por estar sendo coagido a aceitar a política econômica do tarifaço. Sentem-se traídos por seus próprios contemporâneos de uma Câmara de representantes de interesses alienígenas, de outro país que não seu próprio território de interesses. Sentem-se parte de um povo traído por seus representantes que não os representam. Sentem-se parte de um país premido a aceitar um metabolismo coletivo retardado, lento.

Daniela e Miguel estão num estado emocional perceptivo, como se fizessem parte de um povo que acredita poder sair desse estado coletivo de estagnação mental, intelectual, simplesmente cantando e dançando, fazendo parte de auditórios de programas de tv, visíveis para o aplauso de monstros do entretenimento popular, tipo “o incrível Huck”. Um povo que se perdeu ao acreditar no mito “Bozo, o glorioso fantoche dos bilionários trambiqueiros”. Um povo que desistiu da tarefa, pessoal e coletiva, de se encontrar em busca do tempo perdido. Um tempo perdido que se perdeu e não mais pode se achar numa nova mente, após dançar uma lambada.

Miguelito e Daniela se recusam a aceitar a condição familiar de casal sambalelê. Aquela experiência de radiação ionizante, na qual ouviram a voz, em meio a sons estranhos, despertaram-nos para uma realidade, pessoal e social, até então subterrânea. O casal se pergunta se não estavam sendo parte de uma experiência com arma sônica. Arma que pode controlar multidões. Arma que pode cegar a visão social perceptiva de um povo, lançando-o em mãos de um mito defensor de militares torturadores de opositores políticos, e criadores palacianos do “Gabinete do Ódio”, de cemitérios clandestinos, uma extensão latino-americana da MAGA Patológica com sede na Casa Grande e Branca.

Daniela virou-se para Miguel e afirmou:
— A religião, principalmente os evangélicos, se tornaram uma força que organiza a política, e influencia a esfera de interesses de uma classe social e seus privilégios, ignorando a realidade de milhões, como se estivessem sob ok efeito de uma arma sônica que transcende a agenda privada e se manifesta coletivamente, dirigindo as pessoas como se fossem parte de um rebanho de gado. A arma sônica forma valores de conduta coletiva e mobiliza grande parte da sociedade, em direção à agenda política de uma familícia. A Câmara Baixa no Congresso virou um puxadinho dos interesses da MAGA Patológica com sede na Casa Grande.

Miguelito, aceitando a opinião da mulher, disse:
— Força Matrix, a religião organiza a sociedade no que ela tem de mais vital: a influência manifesta na formação de valores. Ela mobiliza as pessoas, quando exerce influência na política. A exemplo da votação que quase manteve o “mito do pinico” na presidência do Gabinete do Ódio” na Praça dos Três Poderes no Planalto Congressual do país. Por muito pouco o país não fica em mãos de mandantes do crime organizado.

(P.S: ESTE TEXTO É UM RECORTE DA NOVELA “BODAS VINTAGE REPTILIANAS”. EM BREVE SERÁ PUBLICADA NO RECANTO DAS LETRAS, PARA LEITURA DE NOSSOS AMIGOS E AUTORES RECANTISTAS. ESSE NÃO É UM LIVRO PARA SER APENAS LIDO. ESSA NÃO É UMA NOVELA PARA SER TÃO SOMENTE E APENAS VISUALIZADA. É, ACREDITE SE QUISER,  PRINCIPALMENTE, UM LIVRO PARA SER PENSADO. UMA NOVELA PARA SER PENSADA, VOCÊ SABE O QUE É ESSA COISA DE PENSAR???  SE NÃO SABE AO CERTO, PO CERTO VAI APRENDER)!!!
DECIO GOODNEWS
Enviado por DECIO GOODNEWS em 09/12/2025
Alterado em 10/12/2025
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