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O URSO ALBINO E O “FOFÃO DO CENTRÃO”: PATRIOTAS UFANISTAS
O URSO ALBINO E O “FOFÃO DO CENTRÃO”: PATRIOTAS UFANISTAS

A América vai de mal a pior. Os Estados Unidos da América têm um presidente que não paga impostos ou os paga tanto quanto um professor ou um bombeiro. E engana a população do país ao se dizer um empresário de sucesso nos negócios escusos. O presidente do Brasil fala todos os dias uma coisa quando está a fazer exatamente outra. O “teto de gastos” que o diga e à sua política ambiental que diz defender o meio ambiente enquanto queima a Amazônia e o Pantanal.

O discurso nacionalista do Urso Albino da Casa Branca, assim como o palavrório persecutório do candidato a “fuhrer” tropicalista no Brasil se assemelham. Ambos parecem almejar criar uma nação populista rica em alienação política em torno de suas lideranças que desejam nada mais que o aplauso dos eleitores fanatizados por um republicanismo fiscal que favorece aos mais ricos enquanto, covardemente, aumenta os impostos dos assalariados.

Ambos desejam ardentemente a implantação de ditaduras camufladas em protecionismo político populista brega. Querem-se as feras que mandam e desmandam (“sou eu quem mando”) e ambos têm uma imensa hostilidade para com a imprensa livre. Essas lideranças buscam de modo insistente prejudicar aqueles que mantêm uma atitude crítica de suas muito reprováveis ações de mando e desmando, como se estivessem, sempre em tom de ameaça e deboche, a querer manter-se no topo do palco frente a seus acólitos dispostos a aplaudi-los.

Eles têm uma necessidade psicótica de querer mostrar que estão do lado certo da história, que se querem ricos, poderosos, brancos, anglo-saxões, protestantes que se legitimam a partir da crença de que descendem da raça nórdica, superior a todas as outras e pretendem provar isso acreditando que seus olhos azuis são sinônimos inquestionáveis de sua superioridade genética.

Se esses buldogues de palanque prosperarem em seus mandatos presidenciais o mundo terá de se haver com problemas políticos, jurídicos, econômicos, ambientais e sociais de todos os tipos e modelos.  Problemas cada vez mais intensos e excessivos. Por quê??? Porque eles governam para suas progênies, para suas plateias e é o bate-palmas delas que os fazem atores de uma novela de poder na qual são ginetes que desejam permanecer montados no cavalo desembestado dos recursos públicos direcionados para programas de compra de votos tipo “renda cidadã”.

Desejam eles a afirmação de uma liderança baseada em armamentos, em conflitos, em corrupção institucional, no boicote às políticas Educação, Saúde, Justiça e Segurança Pública que têm por objetivo combater a corrupção protocolar, normativa, da burocracia governamental associada aos empresários que tiram proveito de pandemias e da morte aos milhares de pessoas (eleitores assalariados) em seus respectivos países.

Trump nos EUA e o “Bozo Fofão do Centrão” no Brasil são mitos do tropicalismo político americano, paradigmas do nacionalismo malandro que visa fazer o intelecto de seus respectivos povos regredir ao tempo neolítico mais antigo em que o nacional socialismo “republicano” ainda não se apresentava de terno e gravata e não havia registro de partidos políticos. As reuniões de grupo eram em cavernas e o aquecimento delas por fogueiras de galhos e troncos de árvores. Mudou a forma exterior, na interioridade de seus corações e mentes permanecem os mesmos trogloditas de sempre.

Uma das bandeiras políticas do conservadorismo tropicalista é a política antiaborto. Eles são contra a interrupção voluntária da gravidez. As liberdades individuais são por eles combatidas porque a única liberdade que conseguem admitir é que seus povos sigam o caminho que eles determinarem. Seja que caminho for. As mulheres grávidas não são donas de seus corpos nem de suas vontades de terem ou não seus bebês. A quantidade de abortos é exorbitante.

Essas lideranças conservadoras e negacionistas desejam que as mulheres sejam nada mais do que máquinas de montagem e reprodução em série de bebês que crescerão sem educação formal adequada, sem saúde mental, paridos aos milhões, aos bilhões, para serem mão-de-obra do comércio e da produção industrial assalariada. Grande parte dos quais se associarão ao crime organizado e servirão de consumidores de drogas e à prostituição de seus corpos. Inclusive nas urnas onde votarão naqueles que os manterá subordinados ao aplauso de palanque.

Nessas condições de determinismo histórico-social não seria melhor não-nascer??? A novela “O Direito De Não-Nascer”, por que ainda não foi escrita??? Se a Globo me paga, escrevo o roteiro da novela e/ou o roteiro do filme. Falar nisso, onde estão os editores de minha literatura??? Em busca de escritores atores de novelas???  
Decio Goodnews
Enviado por Decio Goodnews em 29/09/2020
Alterado em 01/10/2020
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