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A POESIA NA ARTE E O REALISMO SOCIALISTA (Pai, Afasta De Mim Este Cálice)
A POESIA NA ARTE E O REALISMO SOCIALISTA (Pai, Afasta De Mim Este Cálice)

QUANDO OS CANTORES E CAMPOSITORES do movimento tropicalista trocaram (venderam) o significado da Arte musical da MPB pela estética das manifestações culturais e artísticas da antiga União Soviética eles associaram a música popular brasileira feita a partir da década de sessenta, aos dogmas ortodoxos de inspiração stalinista.

A ARTE, PRESUMO, DEPENDE PARA EXISTIR do espaço criativo espontâneo originado na abstração, subjetiva idade e no imaginário que sugere significados àqueles que dela fazem parte enquanto espectadores. Chico Malandro, Gil e Caetano associaram suas criações artísticas ao tropicalismo do realismo socialista. Aliaram-se aos burocratas da “Praça É Nossa” dos Três Poderes e começaram a fazer parte de suas instituições.

A ARTE VIROU arte E COMEÇOU A SUGERIR que influências políticas deveriam motivar a criação de suas composições e interpretações musicais transformando-os em fantoches inventivos chegados ao marxismo cultural: marionetes datadas influenciadas pela cultura de devasta ação das conquistas da civilização sugerida pelo gramscismo do filósofo marxista hóspede dos cárceres do ditador fascista Mussolini.

SUAS PERSONAGENS MUSICAIS NÃO MAIS que de repente incorporaram os moldes da moda e calçaram o salto alto dos salões oficiais da política. A Januária na janela passou a sorrir banguela e se esvaiu numa transcendência de favela como se olhasse um jogo de futebol sentada entre membros da galera de uma torcida organizada.

A ARQUITETURA DE SIGNIFICADOS ADVINDOS da suposta Arte musical retroagiu pelos ralos da política venal e perneta dos artistas chupetas chegadas às mordomias financeiras e econômicas da Lei Rouanet. O que é sensível e mágico na Arte é seu movimento interior sugerido pelo horror às pressões e ingerências fenomenais da realidade forjada nos gabinetes governamentais.

A ARTE NUNCA SE ALIA AOS IMPOSTORES políticos do momento. A Arte nunca desce pelos canos de interesses pessoais menores. O subtexto e a linguagem de suas e de seus personagens nunca poderiam estar a serviço do marxismo datado e influenciado pelos discursos raivosos do cão danado do realismo socialista de então: o molusco tropicalista.

A FORÇA E O PODER DA ARTE SÃO SUPREMOS, não poderiam se vender às convicções ideológicas, aos juízos, ideias e princípios do momento político, histórico, financiado nas artes pela Lei Rouanet do Ministério da Cultura gerido por Ana de Amsterdã e pelos filosopatas da Escola de Frankfurt.

A SONORIDADE E OS RITMOS QUE DEVERIAM sugerir ecos à vitalidade perceptiva dos consumidores de CDs e DVDs, forjaram a marca registrada dos interesses atenciosos, corteses e gentis que se alastraram pelos meandros fantásticos do Inconsciente Coletivo Nacional, reforçando a venalidade da corrupção sistêmica nos ambientes musicais e artísticos transformados em puxadinhos políticos.

O QUE SERIA ARTE VIROU SUPERFICIALIDADE, disfarce, quimera, fingimento, farsa, puerilidade: reprodução de bugigangas sonoras nos programas de vadiagem das rádios, da radioatividade USP/PUC e suas antenas estudantis magnetizadas pela Central Única de Trabalhadores das Parcas onomatopaicas: ruídos, gritos, o timbre das vozes reivindicativas dos miseráveis do mundo globalizado por suas apostas ideológicas. Todas elas faturando alto em escambos com a política psicótica do Planalto Central do País.
Decio Goodnews
Enviado por Decio Goodnews em 29/02/2020
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