Textos

"All Has Been Done"
Importa. Bater em porta de editora americana. Tudo importa se a alma suposta, suporta. Ao autor resta subir nos altos intelectuais da escritora Edna O´Brien ao cruzar as páginas da edição 2121 da revista Veja. E navegar até a página do polêmico comentarista de amenidades Diogo Mainard. Mainard em minha modesta avaliação, é o sucesso sucessor de um cara que fez história no cronismo social brasileiro brasileiro: Ibrain Sued. Ele estava sempre falando da pessoas que se destacam no mundo chic das artes, da política, dos fuzuês sociais. Coisas tais.

Para aparecer no vídeo da Globo, falta pouco. Ou talvez não seja chegado a esse tipo de amizades. Ouvi opiniões as mais diversas dizendo do talento do Diogo para irritar os representantes do povo. Lulla mais parece fixação. Algumas personas do mundo artístico comentam-no como se ele fosse um coitadinho intelectual. Não é. Outros falam da perda de tempo no ler seus artigos. Nem tanto ao Diogo nem tanto ao diabo. O leitor após lê-lo, mesmo sendo privilegiadamente informado, pesca algo mais que perda de tempo. Depende do leitor.

A fauna presente em seus textos é vasta. Nessa Ata de zoológico baixa tudo quanto é santo dos poderes do Planalto. Os ratos venezianos já infestaram sua coluna de comentarismo social. A proporção de ratos por habitante em Veneza é muito menor do que a corresponde proporção dos ratos no Pralamento da Casa Grande Senado na cidade do Planalto Brasília: 125 por cabeça. Perguntei como achou essa quantidade. Respondeu: — Basta dividir 10.000 por 80 = 125. O 81° é o Presidente. Taí um cara bom em matemática. Se esses números são críveis ou incríveis: 125 ratos abonados, apaniguados, para cada habitante do salto alto pralamentar? É isso?

Que exemplos de emasculação moral dão os doutos (em jogar conversa fora) pizzaiolos parlamentares para o país. A castração institucional não da moral dos eleitores, mas da expectativa moral de seus representantes que nunca se realiza. Na Casa Grande Senado não se resolve nada. Não se resolve nada há séculos. Séculos talvez seja exagero para os ínclitos senadores. Para a população de brasileiros brasileiros o saco está cheio e muito cheio. Há muito tempo. Talvez por detrás dessa demonstração nacional e internacional de impotência moral (a votação pela permanência de José Romão Sarney na presidência da CGS), os pizzaiolos tenham votado na ideologia que os sustenta.

Sim. Porque não é minimamente moral aos olhos de milhões e milhões de eleitores, ficar tanto tempo vendo os 81 eleitos da Casa Grande falando sobre o sexo dos anjos e José Romão Sarney, sem que tenham a mínima vergonhazinha de estar mostrando aos brasileiros brasileiros que todos estão com os respectivos rabos acesos e presos. Acesos na quenturinha das poltronas senhoriais. Mostrando à Senzala das brasileiras e brasileiros que safadeza, nepotismo, enriquecimento ilícito e comporativismo impune, criminalidades, as mais diversas, do colarinho branco, grassam entre os membros privilegiados dos salário e das mordomias da Casa Grande Senado.

Ia dizendo ideologia. Sim. E se for de direita ainda tão bem mais aceita será. Que se pode passar nos miolos moles da burguesia paleotítica de um Dácio Vieira ou Collor? Renan? Cid Ferreira? Romão Sarney? E dos que aceitam ficar jogando pingue-pongue com eles como se eles fossem mesmo o Governo e os demais Oposição.

Acredito que todos os 81 latifundiários dos salários da Casa Grande Senado não tenham outra malidéia em mente que não seja a provocação "in extremis" da sociedade de brasileiros brasileiros. Sim, porque o Pralamento unicameral causará menos vergonha aos brasileiros brasileiros e aos estrangeiros globalizados pela tv, que aquele ex-presídio. Todos os países que visualizam em seus jornais nacionais a encenação de terror moral, corrupção, privilégios, nepotismo, impunidade, dignas apenas da população carcerária de triste memória do Carandiru.

Se mudasse o nome Casa Grande Senado para Canrandiru do Planalto, ninguém, nenhum brasileiro brasileiro por certo haveria de estranhar. Bastava um decreto-lei ou uma intervenção branca do Supremo Tribunal Federal para que a PF prendesse aqueles dissipadores do dinheiro público e da autoridade jurídica e política de seus mandatos, ali mesmo. Ninguém sai ou entra até que se apure o porquê dos rabos estarem tão presos uns aos outros. E o medo coletivo da Casa Grande Senado de afirmar uma atitude moral em desagravo à oligarquia gerida pelo Imperador do Maranhão.

A atitude ideológica deles está em que têm em mente a ideia de que estão, em última instância, sendo “revolucionários”. Não no sentido da quartelada, mas no sentido de provocar opiniões e atitudes hostis a essa velha instituição, representação da ordem monárquica imperial e feudal da Velha República que ainda hoje esses pizzaiolos representam.

Os ratos venezianos e suas pulgas mortais disseminaram a peste negra na Europa em meados do século XVI. A peste disseminada a partir das atitudes pusilânimes da Casa Grande Senado é a peste negra da alma. Nacional. Coletiva. Eleitoral. Do inconsciente coletivo de um país de biltres. Representantes de um povo eleitor esperançoso em que um dia, quem sabe em futuro próximo, possa haver alguma representatividade na Casa Grande Pralamentar que privilegie seus interesses de cidadania. Cidadania ética sempre protelada para depois, num algures dia de amanhã. Para o futuro do nunca. As reformas que jamais são postas em discussão na pauta de votação.

A Reforma Política é inimiga dos interesses fisiologistas do PMDB. Por isso é que está travada. Nunca sai. Apesar das promessas do presidente Lulla L O S T, que a adiou para um possível próximo mandato presidencial de sua suposta sucessora: Alice no país das Maravilhas do Palácio do Planalto. Ou Alice, a rainha Vermelha. Da Corte dos Petralhas em Brasília.

Esse partido que se queda capacho de todos os governos dos quais visa comercializar benefícios em causa própria. A reforma tributária os pmdbestas não querem nem ouvir falar. Se de um lado ela causa perdas e danos aos empresários que financiam as campanhas de seus pizzaiolos, de outro, políticos de estados e municípios se enriquecem com as benesses empresariais que geram riqueza ilícita nos conchavos com os governos. De qualquer partido.

A morte moral de um povo é algo para registro nos anais borgesinos da infâmia pralamentar. A Revolução que os pizzaiolos da Casa Grande Senado estão a provocar é a extinção dessa Casa de Vergonhas, dessa novela lamentável de dramatização política torpe. Os caras não fazem nada para mudar. Nem os caras pintadas. Eles querem mesmo é acabar. Se tivessem um mínimo dos mínimos de consideração cidadã a seus eleitores teriam promovido a Reforma Política há muito. Eles preferem a opção pela manutenção de um Estado lamentável de eventos mórbidos que se sucedem na pauta pralamentar sem cessar.

A Casa do Terror Moral dos brasileiro brasileiros, a continuar dessa forma, aviltando a formação moral das brasileiras e brasileiros, precisa acabar. O país fraudulento está ali representado com todas as letras imagináveis da impunidade institucionalizada das tretas, lambanças e safadezas. Tenho lido via Internet jornalistas e juristas que, de uma forma lastimável tentam justificar a imutável quantidade de deterioração moral das “elites” representativas dos eleitores. Sem cidadania. Mas nem esses mesmos conseguem uma mínima veracidade em seus textos de desagravo à cidadania dos brasileiros brasileiros.

Como diria Mainard: “Edna entendeu tudo”. Edna O´Brien, escritora irlandesa, nasceu na Irlanda num lugar por ela descrito como “ardente, fechado e catastrófico”. No romance "Pagan Place" descreve a infância numa cidadezinha irlandesa repressiva. A família veemente contra todas as iniciativas dela em tornar-se autora. Após participar de um debate na Flip, em Paraty, conduziram-na a um encontro com Chico Buarque e Milton Hatoum.

Chico, insigne compositor e intérprete da MPB dispensa apresentações. Hatoum autor dos romances “Relato de um certo oriente”, “Dois Irmãos”, “Cinzas do Norte” e da novela “Órfãos do Eldorado”. Diogo Mainard escreveu que Edna logo depois do encontro com eles comentou que Chico era uma fraude. Literária. Ficou perplexa com a empáfia de Chico Buarque e de seu desconhecimento sobre literatura.

Excelente compositor popular, Chico não emplacou senão fiascos literários com seus supostos livros. Fiascos, Vírgula. Seus livros devem ter sido comercializados com a devida propaganda editorial e rendido lucros financeiros ao compositor e editores. A empáfia e o desconhecimento literários dos dois autores provocou na autora irlandesa um sentimento íntimo de que eles não deveriam estar bancando as estrelas literárias na Flip se o conhecimento deles sobre literatura beira ao risível. Em sua competente avaliação.

Porém a Flip precisa crescer e aparecer. E Chico é um nome internacional. E o Hatoum? Seus livros já foram traduzidos para outros idiomas. Ele cumpriu a missão de divulgar o evento e encantar a plateia das teteias do samba. Edna, depois da conversa com os dois autores na Flip compreendeu como funcionam as coisas culturais nas terras brasílias: “Nesse país tudo é fraudulento”. A facilidade de enganar as plateias supostamente literárias com batucadas de samba é prova de que o letramento no ensino fundamental, médio e superior é simplesmente uma fraude. Inexiste. Por isso o senhor Mercado global dá vivas enfáticos a autores logomorfos.

O país assumiu o aspecto de fraudulento. Em tudo. O exemplo vem da superestrutura. A Casa Grande Senado humilha os brasileiros brasileiros com uma avassaladora e impetuosa promiscuidade. Como se os eleitores desse país não tivessem direito ao respeito de seus parlamentares, eleitos por um povo em busca de afirmação étnica e cidadania. A vulgaridade com que esses insignes pizzaiolos encenam esse drama político bufo a seus eleitores, os faz despirem-se todos, numa simulação de respeitabilidade tão excessivamente bufa, que nem Bocage no irônico Decameron conseguiu retratar. Relativamente às políticas sociais do século XVIII e XXI, em Portugal e no Brasil.

Uma adaptação do Decameron do Bocage está na Globo. O outro poderá em breve ser visto pela TV Senado, quando os pizzaiolos voltarem todos dispostos a continuar fraudando o país. Negando-lhe a mínima consideração e respeitabilidade.

— Quantas amenidades.
Decio Goodnews
Enviado por Decio Goodnews em 30/07/2010
Alterado em 21/03/2011


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