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Globalização: Farsa Para Milhões De Neobobos
Qualquer animal estabelece comunicação com outros. É a necessidade de sobrevivência, o imperativo biológico da conservação da espécie. Sem interação não há comunicação. Quem não se envolve não se desenvolve. Os códigos de acesso ao outro dependem dos meios que cada espécie reserva para exercer esta finalidade básica: comunicar-se.

A espécie humana possui o privilégio de exercer a comunicação num grau de complexidade e eficiência muito superior aos demais gêneros conhecidas no planeta. Simplesmente não há, nas outras espécies, a necessidade de desenvolver códigos mais representativos de idéias estruturadas de intensa impregnação racional e/ou emocional.

Este "privilégio" é relativo, desde que não importa às outras classes, estabelecer canais de comunicação entre si, que os humanos precisam para sua sobrevivência e o progresso material da sociedade.

A dança das abelhas não precisa ser exercitada por outras unidades biológias. Determinadas reações a cores ou odores, provocam agressões em pássaros que, como presumem os zoologistas, que estudam as aves, é decorrência da vaidade, uma futilidade também característica da espécie Homo sapiens sapiens.

Linguagem é o uso, por vezes o abuso, de qualquer destes meios de comunicação: pacíficos ou agressivos. Uma voz, um som, um trinado, um pio, associa-se a uma cadeia sonora através do aparelho fonador. O receptor humano associa o conteúdo para ele significativo, captado pelos órgãos da fala, e o interpreta naturalmente, ou de modo agressivo, ou estético, ou simplesmente o ignora, sem estranheza, censura ou crítica.

A interação social é então estabelecida, de acordo com a disposição e a interpretação do momento entre o emissor da mensagem e o receptor da mesma. Produzir ou expedir uma fala, provoca uma interação entre elementos de uma sociedade.
Mensagens são recebidas e transmitidas, aceitas ou rejeitadas. Há muitas maneiras de acolher uma comunicação. Ou de expressá-la.

A Simbolização da linguagem das comunicações no Oriente Médio representa a realidade de uma forma simbólica, onde costumam prevalecer componentes tradicionais que se dispõem a ações e reações de condutas hostis, entre grupos que disputam uma geopolítica bélica há milhares de anos.

Esta disposição natural à agressão, é a representação da simbologia de uma realidade política que não tem interesse em mudar. Os ódios e os posicionamentos ditos diplomáticos são reproduções de condicionamentos de convivência bélica, que evocam, num determinado contexto histórico, um valor supostamente místico, objeto de uma convenção arbitrária, que afirma uma realidade complexa e representativa de suas reproduções culturais e de seus condicionamentos, os mais antigos, elaborados por convenções históricas aceitas, há tempo, como um jogo agressivo que não tem condições de terminar nunca, por não haver, jamais, vontade política para que isto aconteça. Venda de armas rende grana preta para governos e iniciativa privada.

A comunicação nesse processo de simbolização é arbitrária com relação ao que estabelece como relação de contágio mútuo. A associação se estabelece necessária entre cadeia fônica e o conteúdo significativo. Não há possibilidades de ação de interação, como as de um motorista diante dos códigos a cores dos semáforos.

Todas as negociações políticas, as encenações de conversações de paz na Casa Branca, na sede de outros governos, são manifestações de uma vontade de poder que apenas cria fatos politicamente inócuos para a imprensa internacional que os divulga, via satélite, em tom espalhafatoso, para desta forma atrair melhor o tvespectador ou o leitor do jornal com a manchete mais exótica das conversações de paz, via satélite.

A Articulação desses atos políticos internacionais de faz de conta que estamos buscando um caminho para a paz, serve apenas para fazer a propaganda dos líderes que estariam a intermediar o processo de paz entre as facções beligerantes interessadas em desdobrar a guerra, em vender armas, em aumentar o arsenal bélico dos contendores.

A linguagem desses eventos da imprensa internacional estaria sendo parte de um conjunto integrado de planos preestabelecidos dentro de um conjunto de elementos de organização da linguagem desprovidos de significados, exceto o da farsa.

A linguagem é, portanto, muito maleável enquanto código, desde que abre possibilidades de interação e ação por vezes contrárias ao conjunto de leis, que pretendem defender apenas o caráter burlesco das negociações. Como se as mais importantes autoridades do planeta, reunidas em eventos aparentemente de grande importância política e social, estivessem representando uma comédia de costumes diplomáticos bufa: um embuste, um engodo, um logro, uma mórbida pantomima à black-tie.

A análise desses eventos, libera unidades significativas que se recombinam nos vários escalões do poder, para representarem mensagens ao público que nada têm de significativas em sua natureza de representação da realidade. De representação ficcional da realidade.

Os espectadores do mundo inteiro são como que uma platéia de bobos da corte do Rei da Corte das manipulações diplomáticas da Casa Branca, que se combinam para forjar um contexto de formulação de mensagens que não conferem com as ações que estão sendo viabilizadas nos bastidores. Muitas das quais são inacessíveis, mesmo à grande imprensa e a seus leitores supostamente bem informados: contratos de vendas de armas químicas, convencionais e atômicas, para dizer um mínimo. Ou a manutenção das políticas vigentes, com os respectivos contratos de fornecimento de armas. E a manutenção dos velhos paradigmas sob ferrugem da educação.

O Rei, sua Corte, estão nus, em público. Poucos articulistas chamam a atenção da imprensa para essa condição diplomática deplorável, via satélite, que faz das pessoas da sala de jantar, no mundo inteiro, um bando de descendentes Cromagnon, que têm de suportar diariamente estas peças irreverentes e caricatas, produzida pelos bastidores do Pentágono, da Casa Branca, de outras respeitáveis chancelarias.

A Articulação deste instrumento de criatividade lingüística, via imprensa internacional, mantêm suas unidades de comando, comunicação e controle, recompondo novas estratégias combinatórias da criatividade desse marketing de domínio implacável dos fatos bélicos lamentáveis, produzidos de uma elite que se compraz em atuar para as platéias das pessoas da sala de jantar globalizada, como se elas, as pessoas da sala de jantar, não tivessem inteligência, sensibilidade, razão e cidadania.

A linguagem que promovem é responsável pela mediocridade da organização gramatical, e pela expansão da gramática das linguagens nas mais diferentes línguas. Essas atitudes oficiais geram maneiras de pensar as próprias estratégias absurdas de sobrevivência das pessoas da sala de jantar. Elas se alimentam diariamente de doses cada vez mais intensas de medo, violência, corrupção, tráfico de influência e de drogas, e de uma falsa respeitabilidade que gera uma série de distorções de comportamento em todas as pessoas de todos os segmentos da sociedade.

As pessoas que deveriam denunciar esses conluios, estão cada dia mais se conformando como sendo meros objetos do empobrecimento mental e espiritual. São vítimas dessa política, várias gerações subdesenvolvidas de professores, alunos, escritores, cineastas, dramaturgos, atores, jornalistas. Eles vivem esnobados pelas instituições governamentais, como se fossem bois de piranhas de uma propaganda política que não engana ninguém. E muito menos a eles mesmos. Mas eles são forçados a aceitarem-na: é o que lhes fornecem e eles não sabem como parar de produzir cultura que não seja motivada pelas forças maiores das instituições.

Essas entidades fônicas, essas pessoas que produzem linguagem, morfemas mórbidos e seus significados, promovem essas articulações e fazem de conta que não são responsáveis pela organização gramatical das regras de três explícitas no lance de que Deus, como afirmou Einstein, não joga bozó com o mundo das pessoas da sala de jantar.

O entretenimento medíocre para milhões de crianças com suas respectivas mães, cria as possibilidades que se vêem como resultado desta "democracia da baixaria". Uma família e uma sociedade regidas pelas determinações perversas de uma política cultural xuxalizada pelo forró. Ligue o controle remoto e veja:

Platéias de pessoas da sala de jantar dopadas pelo pior circo do mais baixo nível do entretenimento tvvisivo. Não sei ao certo como, de que maneira, as "elites" falidas dessa região brasileira, gerindo milhões de crianças, com suas respectivas mães, marchando em direção a um futuro virtual, que resultará, mais cedo ou mais tarde, numa vida real dantesca.

Difícil acreditar como algumas "elites" das capitais nordestinas conseguem se superar no preconceito nazi contra os de sua própria espécie, indivíduos de sua própria região, que estão buscando pensar melhor as alternativas para um mundo sem alternativas.

Não vejo muita diferença entre essas pessoas importantes, e os pixadores de muros da metrópole São Paulo em franca agressão aos nordestinos, como nas frases pixadas nos muros das cidades do ABC, tipo esta: "NORDESTINOS, CRIEM SEUS EMPREGOS, SUB-RAÇA. NÃO VENHAM ROUBAR OS NOSSOS".

As frases lembravam as pichações nazis, de caráter político, nos muros da Alemanha das décadas de 30/40. E eu aqui numa cidade do Nordeste, vendo os mesmos modelos de preconceitos estarem sendo institucionalizados em minha cidade natal, onde não consigo um emprego. Onde não consigo ganhar dinheiro escrevendo, que é o que sei fazer melhor.

É estranho. Pessoas conceituadas internacionalmente já se prestaram a fazer bons prefácios elogiosos a alguns de meus livros. Todas as pessoas sabem fazer algo, e ganham dinheiro com isso. Eu, que escrevo em vários gêneros literários, com estilo razoável, não consigo sobreviver, ganhar dinheiro com meus textos jornalísticos, publicitários, e de ficções. Meus livros não encontram editores. Será que é porque são ruins? São subversivos? A sociedade não se programou para pagar escritores? Para lê-los e, se merecerem, respeitá-los e divulgá-los?

A linguagem das "elites", em qualquer lugar do planeta é a mesma, e esnoba o estilo de escrever de escritores que não se prestam a lhes fazer loas. Elas abusam da propaganda para agenciar mecanicamente a estrutura neuronal (lobotizam uma cidade, um povo, seus representantes literários não/e acadêmicos), via satélite. As elites proprietárias de algumas editoras e de alguns meios de comunicação, estão sucateando, literalmente, a mente das pessoas da sala de jantar. E ninguém faz nada. É estranho. É absurdo. É surrealista. É humilhante.

A mágica do Marketing do entretenimento globalizado, a Intencionalidade de domínio via satélite, via comunicação de baixo nível, abarrota de enganos e ilusões a mente coletiva de um país sem educação, segurança, cultura, saúde, habitação. Com farta quantidade de desempregados e ofertas raras de subemprego. De um país amedrontado, de pessoas que ganham salários nas burocracias oficiais, acrescidos de DAIs e DASs, para terem algumas posses, após comercializarem suas almas mortas nos "Psychos Motéis".

É a forma delas, burocracias, manterem seu "State of Mind": Vitalizarem-se para as rotinas do dia seguinte. E o "dia seguinte" está cada dia mais absurdo. Algumas realidades se diferenciam de outras com a intencionalidade perversa e pervertida de afirmarem-se enquanto "superiores". São os simpatizantes do nazi-fascismo, repetindo seus métodos políticos de domínio e opressão. O pano de boca, a venda nos olhos, os surdos ouvidos que não houve senão os sons das mordomias tipo DAÍs e DASs, para que fiquem calados, mudos e cegos, como na trilogia folclórica dos macacos chineses.

A existência de outros nordestinos, como se imitassem os modelos de preconceito paulistanos, como se lhes fosse proibido um lugar no latifúndio urbano de uma cidade dominada pelo medo de alguns escritores, atores, dramaturgos, cineastas, cartunistas, poetas, seresteiros, jornalistas, dizerem igual à criança do conto:

"O Rei está nu". E toda sua corte está peladinha da Silva, fazendo sexo nos "Psychos Motéis" para manterem amanhã, de manhã, sua energia "vital", seu "State of Mind". Para exercerem uma espécie satânica de controle sobre as pessoas com quem convivem dentro dos padrões salariais, acrescidos da Produtividade de DAÍs e DASs.

Os códigos da linguagem estão em condições de produzir uma quantidade quase que infinita de mensagens (Produtividade). No contexto cultural nacional do momento, há a reprodução de estruturas organizadas de comunicação, que expressam conteúdos e expõem atividades, que são produzidas para o controle dos usuários enquanto entretenimento:

A Copa do Mundo de Futebol, por exemplo. O programa Big Brother, o Ratinho, o Show do Milhão, o Baú da Felicidade, o apresentador das unhas pintadas, outro que usa um chapéu, a Adriane Galisteu: 90% do conteúdo desses programas é entretenimento de baixo nível cultural.

A Produtividade deles é de uma superabundância fastidiosa e enfadonha, mas todos os espectadores, as pessoas da sala de jantar vêem-nos porque estão lá para serem vistos. Não há outras opções, principalmente na programação livre da tv, fora dos esquemas dos canais a cabo, que não são muito diversos entre si.

Os indivíduos ficam a dominar e a repetir uns para os outros, a condição de domínio de um código lingüístico, com suas mensagens cansativas e fastidiosas, e se viciam nela como elementos sem cidadania, sem escolha, sem livre-arbítrio, condicionados aos tatibitate de uma cultura que não os conduz a nada, exceto ao besteirol sem fim que assola o país.

O aspecto criativo, mediano, da linguagem inexiste. As pessoas adultas, como se fossem crianças reproduzem uma cultura de entretenimento (a única que chega facilmente até elas) com a finalidade de mante-las culturalmente niveladas por baixo, como se fossem modelos, aspectos externos, sombras do mecanismo lingüístico que lhes é oferecido "gratuitamente" pela programação da tv. Há exceções. Raras.

Quando a criança não compreende a fala do adulto, tal como afirma Francisco da Silva Borba em seu livro Introdução aos Estudos Lingüísticos, o problema deve estar primeiramente nos aspectos externos ao mecanismo lingüístico: vocabulário, pronúncia, velocidade vocal, extensão dos enunciados.

Considerando a criança/adulto em que se transforma a grande maioria dos tvespectadores, o problema cultural de uma mentalidade globalizada por mecanismos linguísticos semelhantes (vocabulário, pronúncia, velocidade vocal, extensão dos "enunciados" dos apresentadores dos "talk-shows", estamos a, toda vez que ligamos o controle remoto, nos infantilizar, quando a mente dita adulta fica a fazer empatia com situações e circunstâncias característica de uma puerilidade própria dos códigos de comunicação infantis.

Uma sociedade infantilizada por esses códigos, produz a infantilização mental globalizada das pessoas. Elas alugam suas mentes, quase que obrigatoriamente (não há opções, exceto semelhantes), para a globalização da linguagem humana pruduzida internacionalmente com a finalidade de infantilizar as mentes e impedir que a linguagem e a comunicação humanas se diferenciem da significação ou da sematologia de outros linguajares análogo aos dos animais.

A função referencial da linguagem nos meios de comunicação, comunica o conteúdo significativo de uma mesma coloração. A função denotativa ou referencial deve, presumo, ter por função transmitir valores significativos e objetivos que reforcem a faculdade de aprendizado, percepção e interpretação de boa inteligência, que reforce nessas pessoas que fixam-se na telinha da sala de jantar, a vontade de crescer espiritualmente, de defender seus valores éticos, de melhorar seu padrão de vida e perceptivo da realidade. De, enfim, saber defender seus direitos de cidadania.

Simbolização, Articulação, Regularidade, Intencionalidade e Produtividade burguesas: São cinco categorias semânticas de uma Linguística que lembra as canções do Cazuza. Desta forma funciona a censura das leis que fazem de conta que funcionam para aqueles fora do contrato de trabalho satânico com a instituição Estado: Aqueles que ainda têm uma esperança de não fazerem sexo como se fossem necrófilos.

O capitalismo Cromagnon venceu a II Guerra Mundial? Ou foram os boches? Os meios de informação e comunicação simbolizam a linguagem com todo o domínio, fascinação, "mau-olhado" e encantamento sobre as pessoas fixadas na tv da sala de jantar. Os discursos dos entretenimentos tvvisivos possuem a mesma unanimidade receptiva dos discursos perversos de Hitler. Todos plugados neles, sem possibilidade de pensá-los.

Os tvespectadores ficam entregues, sem defesa, à função referencial, centrada no conteúdo vazio (sem conteúdo) da linguagem. A atitude passiva traduz e inclui a atitude do falante que está a transmitir a mensagem (função emotiva), que investe diretamente sobre o ouvinte, tvespectador, telespectador, agente passivo da função conativa. Inexistente.

A linguagem, tal como afirma o autor do livro mencionado, é produzida por uma operação abstrativa e conceitual: uma atividade 100% psicológica. Chegou a um estágio nos meios de comunicação no qual não se desenvolve, produzindo a maioria dos programas para platéias com um nível de percepção da realidade do tempo das civilizações togloditas que falavam a linguagem do Uga-Uga:

A linguagem e os hábitos dos antropóides, como se fossem seres humanos que não absorveram nada do significado atualizado de cultural e civilização. Simplesmente porque esses discursos têm por finalidade apenas entreter para o consumo. Sucatear o inconsciente coletivo globalizado pelas necessidades de consumo sugeridas pelo senhor Mercado. Pensar é Proibido.

A atividade cognitiva da linguagem deve refletir processos mentais humanos, ao contrário do que está a acontecer com os meios de comunicação e informação que globalizam a mente coletiva com o intuito de exercer o mais perverso domínio sobre suas possibilidades de crescimento e transformação.

A linguagem infantilizada da possessão uniformizada da alma coletiva, por conceitos de entretenimento absolutamente pré-históricos. É como se um infanticídio, amplo, geral e irrestrito estivesse tomando radicalmente conta de todas as mentes que se plugam em programas globalizados tipo Big-Broters.

Os fatores globalizados de comunicação embutidos nos programas de entretenimento, determinam a medíocre complexidade das instituições humanas. Prescrevem e motivam o alcance do domínio do homem sobre seu meio ambiente pessoal, familiar, profissional, coletivo. Então o homem, em vista da maior parte das programações de tv produzidas para as pessoas da sala de jantar, conclui-se, não evoluiu nada, desde a descoberta da escrita pelos sumérios (adotada pelos babilônios e assírios?).

A evolução do homem se faz a partir da acumulação de conhecimentos e experiências. Essa herança não biológica é o que se denomina cultura: suas ferramentas: a ação e a fala. A fala, que afirma, preserva e transmite todas as informações culturais globalizadas via satélite/Internet.

Que espécie de cultura, primária e pré-histórica está acontecendo diariamente nas tvs de todo o mundo. Que tipo de interação social ela poderá produzir a médio e a longo prazos? A rápido e a curto prazos estamos vivendo uma guerra-fria global de todos contra todos. Como se não houvesse uma linguagem comum para a coerência, a compreensão e a paz mundial.

Os conflitos explodem diariamente dentro de todas as salas de jantar onde a tv está presente. A mente coletiva das pessoas fica plugada numa realidade, tanto virtual como literal, que provoca apenas tensões e expressa uma língua de desintegração globalizada, como se a sociedade planetária fosse uma espécie de reprodução da antiga Babel Globalizada, mencionada no Gênesis, talvez representada tragicamente, outra vez, tanto tempo depois, pela queda das torres do World Trade Center.

A antiga e a nova Babel do episódio bíblico, não expressavam uma cultura, uma língua de interação social. Representavam uma instituição social preocupada em propagar e difundir um domínio irracional, pré-histórico e perverso das riquezas e do progresso de uma sociedade por uma elite preocupada em defender apenas e exclusivamente seus interesses, quando não estão fazendo propaganda de alguma "boa ação", mais para crédito de escoteiros.

As ex-torres neo-pós-modernas do "World Trade Center" são talvez uma representação atualizada de uma tradição histórica e pré-histórica que não precisa reforçar a linguagem de uma ansiedade mórbida movida pela avareza e pela ambição. Pela vontade inesgotável de dominação.

Os atuais meios de comunicação, informação e entretenimento, as geopolíticas da fome, a comercialização de armas, a narcoditadura, a expansão do capital predatório, o desemprego, a recessão, a corrupção do colarinho branco, a humilhação, o sofrimento e a perversidade de seus adversários islâmicos, originaram o acontecimento político lamentável em pauta desde a Torre de Babel do Gênesis. A primeira.
DECIO GOODNEWS
Enviado por DECIO GOODNEWS em 21/04/2010
Alterado em 07/07/2010


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